Brasileirão Feminino A1: Mixto e Flamengo Dão Início à Temporada 2026 em Cuiabá

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© CBF/Divulgação
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A quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, marca um momento aguardado no calendário esportivo brasileiro: o início da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. Em Cuiabá, no icônico Estádio Dutrinha, os holofotes se voltam para o confronto entre Mixto e Flamengo. A partida de abertura, com transmissão ao vivo pela TV Brasil a partir das 21h (horário de Brasília), reflete a crescente visibilidade e os desafios inerentes ao desenvolvimento do futebol feminino no país.

Mixto: O Grito de Mato Grosso na Elite Após Uma Década

Para o Mixto, as “Tigresas”, este jogo simboliza um retorno significativo à elite nacional após um hiato de 11 anos – sua última participação na Série A1 foi em 2015. A vaga foi garantida de forma peculiar: a equipe herdou posições abertas após a desativação dos departamentos femininos de Real Brasília e Fortaleza. Essa situação destaca as oportunidades e a necessidade de sustentabilidade estrutural no cenário feminino. Para Cuiabá e Mato Grosso, o retorno do Mixto à principal vitrine é um marco, reacendendo o orgulho local e abrindo portas para o talento regional.

Ciente da intensidade da Série A1, o Mixto apostou em um elenco experiente para 2026. Reforços notáveis incluem a goleira Thaís Helena, 38 anos, vice-campeã mundial em 2007 e com passagens por grandes clubes, e a meia paraguaia Fany Gauto, 31, ex-Ferroviária e Internacional. No comando técnico, Adilson Galdino, tricampeão da Libertadores pelo São José, busca solidificar a presença do Mixto na primeira divisão, superando desafios logísticos e competitivos fora do eixo tradicional.

Flamengo: Entre a Tradição e a Reinvenção Orçamentária

Do outro lado, o Flamengo entra em sua 12ª participação na Série A1, sendo o segundo clube com mais presenças e o único campeão fora de São Paulo (2016). Contudo, 2026 marca uma guinada estratégica para as “Meninas da Gávea”. O clube implementou uma readequação orçamentária, reduzindo investimentos e intensificando a aposta na base. Embora mantenha estrelas como Djeni e Cristiane, jogadoras importantes como Agustina Barroso (Corinthians) e Gláucia (Palmeiras) foram liberadas, delineando um novo perfil para a equipe.

A ênfase na formação de jovens talentos não é por acaso. A equipe sub-20 do Rubro-Negro teve um 2025 vitorioso, sendo vice-campeã do Brasileirão da categoria e bicampeã da Copinha Feminina, além de ceder seis atletas à Seleção Brasileira. Sob Celso Silva, a expectativa é integrar ao menos dez jogadoras da base ao elenco principal. Essa abordagem busca equilibrar a ambição de um gigante com a necessidade de sustentabilidade financeira, um desafio comum na modalidade.

Brasileirão Feminino A1: Expansão, Disputa e Visibilidade Nacional

A edição de 2026 do Brasileirão Feminino A1 reflete o amadurecimento e a expansão da competição. Com 18 participantes, um aumento em relação às 16 equipes das nove edições anteriores, o torneio busca dar mais espaço e visibilidade aos clubes. O formato mantém a fase de classificação em turno único, com as oito melhores avançando para o mata-mata (quartas, semi e final em jogos de ida e volta) e as duas últimas rebaixadas. A final, prevista para 4 de outubro, promete coroar um campeão após uma jornada intensa, promovendo a competitividade e o desenvolvimento técnico.

O cenário de disputa é bem definido, com o Corinthians, hexacampeão e sete vezes vencedor, entrando como grande favorito, ostentando um impressionante aproveitamento de 81,7% em jogos e presença nas últimas nove finais. Contudo, adversários como o Palmeiras, que se consolidou como “pedra no sapato” ao vencer o Timão na recente Supercopa Feminina e com o retorno da craque Bia Zaneratto, prometem uma briga intensa. A entrada de outras equipes com ambição, como Santos, Botafogo e Atlético-MG, que retornaram à elite, eleva o nível da competição, tornando cada partida mais decisiva.

A transmissão da partida inaugural e de tantos outros jogos pela TV Brasil é crucial. Ao levar o futebol feminino para milhões de lares em todo o país, a emissora pública desempenha papel fundamental na democratização do acesso à modalidade. Essa visibilidade é vital para expandir a base de fãs, atrair novos talentos e consolidar o esporte como potência, superando preconceitos e inspirando futuras gerações de atletas e torcedoras.

O duelo entre Mixto e Flamengo é mais do que um jogo; é o início de uma jornada que promete emoção, superação e a celebração do talento feminino nos gramados brasileiros. O Brasileirão Feminino A1 de 2026 está pronto para escrever novos capítulos na história da modalidade. Para não perder nenhum detalhe desta temporada e continuar acompanhando as notícias mais relevantes, aprofundadas e contextualizadas sobre o esporte e muito mais, continue conectado ao Portal Pai D’Égua.

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