Botafogo sente altitude e sofre revés na Libertadores; a decisiva volta no Nilton Santos

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O Botafogo iniciou sua campanha na segunda fase prévia da Copa Libertadores da América com uma derrota por 1 a 0 para o Nacional Potosí, da Bolívia, na noite da última quarta-feira (18). A partida, disputada no estádio Víctor Agustín Ugarte, em Potosí, a impressionantes 4.200 metros de altitude, evidenciou os desafios extremos do ambiente andino. O resultado adverso impõe ao Alvinegro a necessidade de uma vitória por dois ou mais gols no jogo de volta, no Rio de Janeiro, para seguir vivo na busca pela ‘Glória Eterna’.

Potosí: O Desafio Histórico da Altitude no Futebol Sul-Americano

A altitude é um dos adversários mais temidos no futebol sul-americano. Cidades como La Paz, Quito e Potosí são palcos de dramas recorrentes para equipes acostumadas a jogar em nível do mar. A 4.200 metros, a concentração de oxigênio no ar é significativamente menor, causando fadiga precoce, falta de fôlego, dores de cabeça e, em casos mais intensos, náuseas e tontura. Para os atletas, a capacidade aeróbica é drasticamente reduzida, impactando a velocidade, a força e até a coordenação motora, transformando o jogo em uma batalha de sobrevivência física.

Enquanto visitantes lutam contra os efeitos fisiológicos, os times locais, como o Nacional Potosí, usufruem de uma aclimatação natural. Essa vantagem permite-lhes impor um ritmo mais intenso e um estilo de jogo mais direto, explorando a fragilidade física dos oponentes. Historicamente, essa disparidade tem sido um fator decisivo, tornando as vitórias em casa quase obrigatórias para as equipes andinas que almejam avançar em torneios continentais.

A Partida em Potosí: Luta e Estratégia sob o Ar Rarefeito

O confronto no Víctor Agustín Ugarte foi um reflexo fiel das adversidades impostas pela altitude. A qualidade técnica foi visivelmente comprometida, com a dificuldade em articular jogadas e manter a posse de bola. A própria dinâmica da bola, que ganha mais velocidade e muda a trajetória em altitudes elevadas, adicionou um complicador para passes e chutes. O jogo se desenrolou em um ritmo mais lento, focado na resistência e na exploração de erros.

Mesmo sob essas condições extremas, oportunidades de gol surgiram para ambos os lados. Contudo, foi o Nacional Potosí que se mostrou mais eficiente. O gol da vitória veio no início do segundo tempo, com o lateral Baldomar, que aproveitou uma das chances mais claras. Para o Botafogo, a incapacidade de converter as poucas oportunidades e a notória exaustão física impediram uma reação, resultando em um revés por placar mínimo, mas de grande impacto.

Os Ajustes do Técnico Martín Anselmi

O técnico argentino Martín Anselmi enfrentou o dilema de montar uma equipe para minimizar o desgaste sem perder a capacidade ofensiva. Suas escolhas táticas foram forçosamente conservadoras, mas não foram suficientes para segurar o ímpeto local e evitar o gol. Agora, o desafio é recuperar o elenco física e mentalmente para o duelo de volta, no Rio de Janeiro, onde a cobrança por uma performance dominante e a reversão do placar será máxima.

A Decisão no Nilton Santos: Botafogo Busca a Virada

A chance de reverter o cenário será no Estádio Nilton Santos, na próxima quarta-feira (25), às 21h30 (horário de Brasília). Para avançar diretamente à próxima fase da Libertadores, o Botafogo precisa vencer por dois ou mais gols de diferença. Uma vitória simples, por um gol de vantagem, levará a decisão para os pênaltis, um desfecho de alta tensão. Empate ou derrota significam a eliminação precoce do torneio.

A expectativa é de um Nilton Santos pulsante, com a torcida alvinegra em peso para apoiar o time. Longe dos efeitos da altitude, o Botafogo terá a oportunidade de impor seu futebol, com mais ritmo e fluidez. Será fundamental que a equipe demonstre inteligência tática, eficiência ofensiva e, sobretudo, resiliência para superar o adversário boliviano e manter vivo o sonho da “Glória Eterna” na principal competição de clubes da América do Sul.

O Sinal de Alerta para os Gigantes Brasileiros

O tropeço do Botafogo não foi um caso isolado. No mesmo dia, o Bahia também foi derrotado por 1 a 0 pelo O’Higgins, do Chile, em Rancágua. Ambos os resultados reforçam a percepção de que as fases preliminares da Libertadores são traiçoeiras. Fatores como condições climáticas, viagens desgastantes e a garra dos adversários locais representam desafios complexos, muitas vezes subestimados pelos grandes clubes brasileiros. A eliminação precoce não acarreta apenas um revés esportivo, mas também financeiro e de projeção internacional.

O Portal Pai D’Égua estará atento a cada lance e repercussão desta batalha decisiva no Nilton Santos. Para se manter completamente informado sobre o Botafogo na Libertadores, os desdobramentos do Bahia e todos os principais acontecimentos do esporte e do Brasil, continue acompanhando nosso portal. Nosso compromisso é com a informação relevante, apurada e contextualizada, oferecendo a credibilidade e a diversidade de temas que você espera de um portal de notícias de qualidade.

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