Semana Santa: vigilância sanitária orienta sobre a compra de bacalhau de qualidade

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
tantes para os consumidores que optarem pelo tradicional bacalhau para o almoço
Reprodução Agência Brasil

Com a proximidade da Semana Santa, período de intensa busca por pescados, o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio (Ivisa-Rio) emite um alerta crucial para os consumidores. A tradição de consumir bacalhau nesta época do ano exige atenção redobrada para garantir a qualidade do produto e evitar riscos à saúde, além de fraudes comuns no mercado.

A demanda aquecida pode, infelizmente, abrir espaço para a comercialização de produtos inadequados ou mal conservados. Por isso, conhecer os critérios de escolha e as características do verdadeiro bacalhau é fundamental para que a celebração à mesa seja segura e saborosa.

A importância da escolha: saúde e tradição na Semana Santa

A primeira e mais importante recomendação da vigilância sanitária é observar a aparência do bacalhau. Manchas avermelhadas ou pontos pretos no pescado são sinais claros da presença de bactérias e/ou fungos, indicando deterioração. O consumo de um produto nessas condições pode acarretar sérios problemas de saúde, comprometendo a celebração familiar.

Outro ponto vital é o tipo de sal utilizado na conservação. O bacalhau legítimo deve ser conservado com sal grosso, uma prática tradicional e eficaz. O uso de sal fino é proibido para este fim, pois não garante a mesma eficácia na desidratação e conservação, podendo acelerar o processo de deterioração do peixe e mascarar problemas de qualidade.

Bacalhau legítimo: como identificar as espécies verdadeiras

Aline Borges, presidente da Vigilância Sanitária Municipal, destaca um problema recorrente no mercado: a venda de outros peixes como se fossem bacalhau. Apenas duas espécies são consideradas bacalhau legítimo: a Gadus morhua, conhecida no Brasil como Porto ou Porto Morhua, e a Gadus macrocephalus, geralmente chamada de Portinho ou Codinho.

Peixes como Saithe, Ling e Zarbo são frequentemente comercializados e consumidos pelos brasileiros, mas não pertencem à classificação de bacalhau. Embora sejam pescados salgados ou salgados e secos, e muitas vezes mais acessíveis, eles devem ser vendidos com sua denominação correta para evitar a enganação do consumidor. A distinção é importante não apenas pela autenticidade do prato, mas também pela diferença de textura, sabor e, claro, preço.

Dicas para reconhecer a qualidade do peixe fresco

Para aqueles que optam por comprar peixe fresco, a vigilância sanitária também oferece orientações precisas. A aparência e a textura são indicadores cruciais de frescor. As guelras devem apresentar uma coloração avermelhada vibrante, e os olhos precisam ocupar toda a órbita, com aspecto brilhante e saliente. As escamas, por sua vez, devem estar firmemente aderidas ao corpo do peixe.

Aline Borges enfatiza que o consumidor deve sempre verificar se o ventre do peixe está íntegro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

ANÚNCIOS

// bombando!

// Veja também