O estado do Pará tem enfrentado um aumento significativo nos casos de pesca predatória, prática que consiste na exploração insustentável dos recursos aquáticos por meio de métodos ilegais. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), o número de ocorrências desse tipo aumentou em 50% no ano de 2025, em comparação com os anos anteriores.
Aumento das ocorrências
No período de janeiro a outubro de 2025, foram registrados 15 casos de pesca predatória no Pará, em comparação com 10 e 7 casos nos mesmos meses de 2024 e 2023, respectivamente. Ao considerar os números totais dos dois anos anteriores, a Segup contabilizou 13 casos em 2024 e 9 em 2023.
Prisões e consequências
A Segup também informou que, no período de janeiro a outubro de 2025, oito pessoas foram presas por envolvimento em atividades de pesca predatória. Em comparação, 2024 e 2023 registraram 8 e 3 prisões ao longo dos anos.
Segundo especialistas, como a engenheira de pesca Rosália Souza, é fundamental respeitar os limites de captura de peixes estabelecidos anualmente para garantir a sustentabilidade das espécies. Os petrechos utilizados na pesca devem ser seletivos, considerando o tamanho dos peixes e sua capacidade reprodutiva.
Proteção das espécies
Rosália destaca a importância do período de defeso, durante o qual a reprodução dos peixes é protegida. Áreas como o estuário são proibidas para pesca, pois são ambientes fundamentais para a reprodução de diversas espécies.
Legislação e tipos de pesca
A legislação brasileira diferencia a pesca em atividades comerciais e não comerciais, com subdivisões como pesca artesanal, industrial, científica, amadora e de subsistência. Independentemente da categoria, é fundamental que as embarcações estejam devidamente licenciadas para operar.
Regulamentação e fiscalização
A pesca predatória não se limita apenas à quantidade de peixes capturados, mas também aos métodos utilizados. O uso de equipamentos como redes de arrasto e armadilhas pode comprometer o equilíbrio das populações, capturando espécies jovens e prejudicando a reprodução.
Fonte: https://www.oliberal.com