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Atropelamentos de animais na Avenida Liberdade geram alerta sobre impacto ambiental em Belém

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exemplo, entrou com duas ações na Justiça para tentar barrar impactos da Rodovia
Reprodução G1

Aumento de acidentes com animais silvestres na via expressa

A recém-inaugurada Avenida Liberdade, projetada para ser um eixo estratégico de mobilidade na Região Metropolitana de Belém, tornou-se palco de uma preocupante série de atropelamentos de animais silvestres. Nesta segunda-feira (4), duas capivaras foram encontradas mortas na pista, elevando o tom das críticas sobre a eficácia das medidas de proteção à fauna implementadas no projeto.

A via, que possui 14 km de extensão e conecta a alça viária à Avenida Perimetral, foi entregue em 2 de abril com a promessa de desafogar o trânsito. No entanto, a convivência entre o fluxo intenso de veículos e a biodiversidade local tem se mostrado um desafio crítico, com registros recorrentes de colisões envolvendo espécies nativas da região.

Falhas nas barreiras de proteção e medidas de mitigação

Em resposta aos questionamentos sobre a segurança na rodovia, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) afirmou que vândalos danificaram as cercas instaladas para isolar a pista da vegetação nativa. Segundo o órgão, reparos já estão sendo realizados para reforçar o isolamento e evitar novas invasões de animais na via.

O projeto da avenida conta com 34 passagens de fauna, sendo 22 aéreas e 12 subterrâneas, desenhadas para permitir o deslocamento seguro das espécies. Apesar disso, a realidade observada por motoristas e especialistas indica que o sistema ainda não é suficiente para impedir que animais acessem o leito da rodovia, onde o limite de velocidade permitido é de 80 km/h.

Histórico de incidentes e preocupação ambiental

O caso das capivaras não é isolado. Em 19 de abril, um tamanduá-mirim adulto e seu filhote foram vítimas de atropelamento entre os quilômetros 6 e 7. Relatos de estudantes e moradores da área mencionam ainda a morte de um ouriço e de um cachorro-do-mato, evidenciando que a fauna local está sob risco constante desde a abertura da via.

Ambientalistas e moradores dos municípios de Marituba, Ananindeua e Belém apontam que a construção da avenida atravessa áreas de alta biodiversidade e unidades de conservação. O Ministério Público Federal (MPF) chegou a ingressar com ações judiciais questionando os impactos da obra, que resultou na supressão de cerca de 72 hectares de floresta e afetou diretamente centenas de famílias de povos tradicionais.

Orientações de segurança para condutores

A Polícia Militar reforça que, ao avistar animais silvestres na pista, os condutores devem manter a calma e evitar manobras bruscas. É fundamental não tentar manusear ou conter os animais, dada a imprevisibilidade de comportamento e o risco de acidentes secundários.

Em situações de emergência envolvendo animais feridos ou mortos na via, a orientação oficial é acionar o Batalhão de Polícia Ambiental por meio do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), discando 190. Para mais informações sobre o monitoramento ambiental e o cotidiano da capital paraense, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação relevante e transparente.

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