Destaques:
- Luciano de Souza confessou o assassinato de Sabrina Cândido Pontes
- Crime registrado como feminicídio e ocultação de cadáver
- Feminicídios em São Paulo atingem números alarmantes
Em um caso que choca e entristece a sociedade, Luciano de Souza, de 32 anos, foi preso temporariamente pela Polícia Civil de São Bernardo do Campo nesta quinta-feira (12), após confessar o assassinato de sua ex-companheira, Sabrina Cândido Pontes, de 24 anos. O crime, registrado como feminicídio e ocultação de cadáver, deixa dois filhos pequenos, de 2 e 4 anos, órfãos de mãe.
O caso ganha contornos ainda mais perturbadores quando se considera que, três dias antes de confessar o crime, Souza havia procurado a delegacia para registrar o desaparecimento de Sabrina, alegando que ela havia sumido no dia 6 de março. Essa tentativa de encobrir o assassinato foi desmascarada após investigações que pressionaram Souza a admitir o crime e revelar que havia deixado o corpo da vítima em uma área de mata próxima à estrada na região do Riacho Grande-Represa Billings.
Segundo informações da polícia, Souza justificou o ato alegando que Sabrina se recusava a reatar o casamento, após um mês de separação. Durante o período em que Sabrina esteve desaparecida, mensagens foram postadas em seu celular, sugerindo que ela estava bem e no interior, indicando que Souza pode ter usado tecnologias como inteligência artificial para despistar a família e amigos.
O aumento alarmante dos feminicídios
O caso de Sabrina não é isolado e reflete uma preocupante tendência de aumento nos casos de feminicídio no estado de São Paulo. Em 2025, foram registrados 270 feminicídios, o maior número desde o início da série histórica em 2018, representando um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O mês de janeiro de 2025 foi particularmente violento, com 27 casos registrados, quase uma morte por dia.
Estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelam que uma em cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo possuía medida protetiva. Entre setembro de 2023 e março de 2025, 83 mulheres foram vítimas de feminicídio na capital paulista, das quais 18 tinham medidas protetivas urgentes (MPU) em vigor. No total de 1.127 feminicídios analisados pelo FBSP em 16 unidades da Federação, 148 mulheres foram mortas apesar de terem medidas protetivas vigentes.
Reflexões e desdobramentos
O caso de Sabrina Cândido Pontes e os números alarmantes de feminicídio em São Paulo destacam a urgência de medidas mais eficazes para proteger mulheres em situação de risco. A questão não é apenas judicial, mas também social, exigindo uma abordagem integrada que envolva políticas públicas, educação e conscientização para prevenir a violência de gênero.
Enquanto o caso de Sabrina segue em investigação, a sociedade é chamada a refletir sobre o papel de cada um na luta contra o feminicídio e a violência de gênero. Acompanhe o Portal Pai D’Égua para atualizações sobre este caso e outros temas de relevância social, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade e a conscientização pública.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br