Cinco projetos de transmissão de energia foram leiloados hoje (27) na sede da B3, em São Paulo. Promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), este foi o primeiro leilão de transmissão de energia do ano.
O certame ofereceu cinco lotes, com investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões e previsão de mais de 8,4 mil empregos. A licitação pública se destina à construção e manutenção de 798 quilômetros de linhas de transmissão e de 2.150 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações, além de compensadores síncronos.
Detalhes do leilão
O leilão foi bastante concorrido, com deságios que chegaram a alcançar 54,8%. As empresas Engie Transmissão de Energia e Cymi Construções e Participações foram as maiores vencedoras, arrematando dois lotes cada uma.
A Cymi conquistou os lotes 1 e 5, enquanto a Engie venceu o lote 2 e também levou o lote 3, composto por quatro sublotes. O Consórcio BR2ET fez a maior oferta pelo lote 4.
Resultados por lote
O primeiro lote, composto por instalações no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, atraiu três interessados. A empresa vencedora foi a Cymi Construções e Participações, que ofertou R$ 46.611.311,00, resultando em um deságio de 46,85% em relação ao teto definido pela Aneel.
O lote 2, com instalações no Paraná e em Santa Catarina, teve quatro interessados e foi vencido pela Engie Transmissão de Energia, com a oferta de R$ 18.137.374,70, deságio de 46,89%.
O lote 3, correspondente a instalações no Rio Grande do Norte e no Ceará, foi dividido em quatro sublotes, todos arrematados pela Engie com um deságio médio de 54,83%.
O lote 4, que abrange instalações na Bahia e no Sergipe, foi arrematado pela BR2ET Transmissora, com proposta de R$ 25.563.777,00 e deságio de 37,89%.
O último lote, com objetivo de suprir as regiões de Cláudia e Novo Progresso, em Mato Grosso e no Pará, foi arrematado pela Cymi Construções e Participações, com oferta de R$ 91.194.333,00, representando um deságio médio de 50,89%.
Impacto e expectativas
Os empreendimentos estão localizados em 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo. O prazo para conclusão das obras varia entre 42 e 60 meses, o que promete um impacto significativo na infraestrutura energética do país.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br