A tragédia que mobilizou a comunidade náutica e as forças de segurança em Belém teve um desfecho doloroso. O corpo da advogada Anna Carolina Novaes Pessoa, de 46 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (26) após um acidente de jet ski na ilha do Combu, em Belém. A confirmação da localização encerra dias de buscas intensas e abre caminho para os procedimentos de identificação oficial. Segundo informações de um amigo da vítima, o empresário do ramo náutico Paulo César, o corpo será transladado para Minas Gerais, onde a família reside e realizará as últimas homenagens.
A localização do corpo e os próximos passos
O corpo de Anna Carolina foi avistado por pescadores na região do Furo São Benedito, próximo à Ilha do Combu, uma área que pertence ao município do Acará. Imediatamente, as equipes de resgate, que já atuavam nas buscas, foram acionadas para o recolhimento. A Polícia Científica, através do Instituto Médico Legal (IML), é a responsável pelos procedimentos periciais para a identificação oficial. Um primo da advogada, que viajou de Minas Gerais para Belém para acompanhar o caso, está encarregado de fazer o reconhecimento.
Após a confirmação da identidade, a expectativa é que o corpo seja liberado para o traslado. “O primo dela foi para o IML receber o corpo lá. Depois da identificação oficial, o corpo será levado para a cidade de Juiz de Fora, onde os familiares vão fazer o velório e o sepultamento. Todos da família estão aguardando lá em Minas Gerais”, detalhou Paulo César, ressaltando o abalo emocional da família, que não reside no Pará. Os prazos para a liberação ainda dependem da conclusão dos exames periciais.
A mobilização em busca da advogada no Combu
Desde o desaparecimento da advogada no último domingo (24), uma vasta operação de busca foi montada, envolvendo não apenas as autoridades, mas também a comunidade. Amigos e diversos grupos náuticos se mobilizaram intensamente, demonstrando a forte rede de apoio que Anna Carolina havia construído na capital paraense. “As pessoas se mobilizaram porque ela conhecia vários grupos de jet ski. A gente fez as buscas, mas não a encontramos. Nós já sabíamos que, depois de 24 horas, o corpo começa a subir”, explicou Paulo César.
Os ribeirinhos da região do Combu tiveram um papel crucial na localização, sendo os primeiros a avistar o corpo e acionar os bombeiros que estavam próximos. A ação conjunta entre pescadores, Corpo de Bombeiros Militar do Pará e a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) da Marinha do Brasil foi fundamental para o desfecho das buscas e o recolhimento do corpo.
A advogada e a paixão pelos passeios náuticos no Combu
Anna Carolina Novaes Pessoa era uma figura conhecida e querida entre os praticantes de jet ski em Belém. O empresário Paulo César descreveu a advogada como uma participante assídua dos passeios náuticos que ocorriam nos fins de semana nas ilhas da região. “Ela sempre participava de passeios de jet ski no Combu aos sábados. Eram encontros com 30, 40 pessoas. No grupo mais próximo dela participavam cerca de 15 a 20 pessoas”, relatou.
A advogada havia se mudado para o Pará com o propósito de atuar na advocacia e, ao longo do tempo, criou profundos laços de amizade, que se tornaram sua “família” na região. “Ela veio para cá para advogar, gostou da cidade e ficou. Aqui ela tinha muitos amigos que se tornaram a família dela. Era muito querida dentro dos grupos náuticos”, concluiu Paulo César, evidenciando o impacto de sua partida na comunidade.
Autoridades investigam as causas do acidente
O Corpo de Bombeiros Militar do Pará, em nota oficial, confirmou a localização do corpo por pescadores e informou que ele foi retirado da água e ficou sob responsabilidade da Polícia Científica para os procedimentos cabíveis. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), também se pronunciou, confirmando a conclusão das buscas e o encaminhamento do corpo ao IML para identificação.
A instituição, responsável pela segurança da navegação na região, expressou solidariedade aos familiares e amigos da vítima e lamentou profundamente o ocorrido. Além disso, informou que a CPAOR instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). O objetivo é apurar as circunstâncias e as possíveis causas do acidente que vitimou a advogada. A Marinha reforçou a importância da segurança na navegação e disponibilizou canais de comunicação para emergências marítimas e fluviais, como o Disque Emergências Marítimas e Fluviais (185) e os telefones da CPAOR.
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