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Adolescente autista é agredido em escola pública no Pará e passa por cirurgia de emergência

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outros alunos não autistas da mesma instituição, resultou em ferimentos graves q
Reprodução G1

Um caso de violência escolar chocou a cidade de Castanhal, na Grande Belém, onde um adolescente autista de 13 anos foi brutalmente agredido dentro da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Emília Gimenez. A família do menino denunciou que a agressão, perpetrada por colegas não autistas, resultou em ferimentos graves, levando a criança a passar por uma cirurgia de emergência para a retirada de um dos testículos. Felizmente, seu estado de saúde é considerado estável.

autista: cenário e impactos

Segundo informações da Polícia Civil, o aluno foi encontrado em uma situação alarmante, seminu e com hematomas visíveis na cabeça e pelo corpo, dentro do banheiro da escola. A gravidade da situação foi ainda mais acentuada pela forma como a escola lidou com o incidente. A família do adolescente afirmou que só foi informada das agressões quando a mãe chegou para buscar a criança, o que gerou uma onda de indignação e críticas à direção da escola por não ter tomado medidas imediatas para encaminhar o garoto a uma unidade de saúde.

Indignação familiar e histórico de agressões

A avó do menino, Lorença de Fátima, expressou a profunda indignação da família, revelando que esta não é a primeira vez que o neto sofre agressões na escola. “Essa é a segunda vez que (a agressão) aconteceu. Na primeira vez foi quase igual, mas foi com outros meninos. […] (Queremos responsabilizar) município, pai, mãe, quem for. Só Deus sabe o que eu com a minha filha passamos e estamos passando”, afirmou a avó, destacando a urgência de responsabilização e justiça.

Medidas administrativas e investigações em andamento

A Secretaria de Educação de Castanhal já tomou providências e abriu uma sindicância para apurar o caso. A secretária de Educação, Cosma Nascimento, garantiu que todas as partes envolvidas serão ouvidas e que os responsáveis pela situação serão punidos. Essa ação é vista como um passo necessário para garantir que situações semelhantes não se repitam e para assegurar a segurança dos alunos dentro do ambiente escolar.

Além disso, a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) de Castanhal também está investigando o caso. O objetivo é identificar os agressores e entender as falhas que permitiram que essa violência ocorresse em um espaço que deveria ser seguro para todos os estudantes.

Violência nas escolas e a necessidade de proteção

Este incidente levanta questões importantes sobre a segurança nas escolas e a proteção de alunos com necessidades especiais. A violência escolar é um problema que afeta diversas instituições de ensino em todo o Brasil, e casos como o do adolescente autista em Castanhal evidenciam a urgência de políticas eficazes para prevenir e combater esse tipo de agressão.

É fundamental que as escolas adotem medidas preventivas, como programas de conscientização e treinamento para professores e alunos, visando promover um ambiente inclusivo e respeitoso. A proteção dos direitos das crianças e adolescentes, especialmente aqueles com deficiências, deve ser uma prioridade para as autoridades educacionais e governamentais.

O caso do adolescente autista em Castanhal não é apenas uma tragédia pessoal, mas um chamado à ação para toda a sociedade. A luta da família por justiça deve ser um exemplo de como a comunidade pode se unir para exigir mudanças e garantir que todos os alunos tenham o direito de estudar em um ambiente seguro e acolhedor.

Continue acompanhando o Portal Pai D’Égua para mais informações sobre este caso e outros temas relevantes, pois nosso compromisso é trazer notícias de qualidade e promover o debate sobre questões sociais importantes.

Fonte: g1.globo.com

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