Empresário é Vítima de Sequestro com Transferência de R$ 30 Mil Via PIX em Rurópolis, Pará

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O interior do Pará foi palco de um sequestro relâmpago com requintes de crueldade e o uso de métodos criminosos cada vez mais sofisticados. Na última sexta-feira (20), um empresário identificado como Waldir da Silva Citol foi rendido em sua própria residência no município de Rurópolis, na região sudoeste do estado, por dois homens armados. A vítima foi submetida a ameaças de morte e forçada a realizar transferências bancárias que totalizaram a impressionante quantia de R$ 30 mil, utilizando o sistema PIX, além de ter sido mantida em cativeiro e abandonada à própria sorte em uma área de mata.

A Narrativa do Terror e a Extorsão Via PIX

Os criminosos agiram com rapidez e violência. Pela manhã, Waldir da Silva Citol foi surpreendido em sua casa, localizada na Estrada da Cachoeira. Sob intensa ameaça de morte, o empresário foi obrigado a efetuar duas transferências via PIX, a primeira de R$ 20 mil e a segunda de R$ 10 mil, totalizando R$ 30 mil. O nível de controle dos assaltantes era tanto que foram eles próprios quem manusearam o aparelho celular da vítima para realizar as operações. Os depósitos foram direcionados para uma conta vinculada ao Banco Santander, em nome de Gilvany dos Santos Sariva, o que abre uma linha de investigação crucial para as autoridades. Para piorar a situação, os bandidos ainda deixaram agendado um novo pagamento de R$ 47 mil para o dia seguinte, demonstrando a audácia e a intenção de prolongar o sofrimento e o prejuízo da vítima.

Após a extorsão, Waldir foi amarrado e levado em seu próprio veículo, uma caminhonete Pajero Dakar prata, junto com uma quantia em dinheiro que ele possuía. Em um momento de desespero e tentativa de maximizar os ganhos, os criminosos dirigiram-se à casa de um amigo da vítima, no bairro Alvorada, Travessão dos Baianos, onde acreditavam haver mais dinheiro. A tentativa de arrombamento, no entanto, foi frustrada, e eles não obtiveram sucesso em encontrar o amigo ou qualquer valor adicional. A jornada de terror do empresário seguiu com os assaltantes dispensando alguns objetos roubados em um terreno com vegetação, com a intenção de que cúmplices os recolhessem posteriormente. O clímax do sequestro ocorreu quando Waldir foi abandonado, vendado e com mãos e pés amarrados, em uma área de mata às margens da rodovia BR-230 (Transamazônica), enquanto os criminosos fugiam com seu veículo.

O Crescimento dos Sequestros PIX e a Vulnerabilidade das Vítimas

O caso de Rurópolis reflete uma tendência alarmante que tem se espalhado por todo o Brasil: o sequestro relâmpago com foco na extorsão via PIX. A agilidade e a instantaneidade do sistema de pagamentos, criado para facilitar as transações financeiras, tornaram-se uma ferramenta cobiçada por criminosos. A facilidade de movimentar dinheiro rapidamente, muitas vezes para contas de “laranjas” ou intermediários, representa um desafio significativo para a segurança pública e para a recuperação dos valores. Empresários, por serem percebidos como detentores de maior poder aquisitivo e com acesso facilitado a contas bancárias robustas, tornam-se alvos preferenciais, elevando o clima de insegurança e receio em comunidades onde o crime organizado busca expandir sua atuação.

A Reação da Polícia e os Desafios da Região

A denúncia do sequestro foi feita pelo filho da vítima à 17ª Companhia Independente de Polícia Militar, desencadeando uma ação imediata. As guarnições da PM de Rurópolis iniciaram diligências e conseguiram localizar Waldir da Silva Citol amarrado no bairro Leitoso, nas proximidades de um lacticínio. A vítima foi prontamente encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais e para relatar em detalhes o trauma vivido.

A perseguição aos criminosos não cessou. A Polícia Militar conseguiu localizar o veículo da vítima e interceptar os suspeitos nas proximidades do km 221 da BR-230, sentido ao município de Placas. A vastidão da rodovia Transamazônica, conhecida por suas extensas áreas de mata e trechos de difícil acesso, impõe um cenário desafiador para as forças de segurança. Durante a interceptação, houve troca de tiros, e os bandidos, aproveitando-se do terreno acidentado e da densa vegetação, conseguiram fugir para a mata, abandonando a caminhonete. Até o momento, a Polícia Militar continua em busca dos suspeitos, mas a dificuldade em rastreá-los em um ambiente tão inóspito ressalta a complexidade de combater o crime em regiões interioranas do Pará, que muitas vezes servem como rotas de fuga para organizações criminosas.

Impacto na Comunidade e a Busca por Segurança

O sequestro de Waldir da Silva Citol não é apenas um incidente isolado; ele repercute profundamente na comunidade de Rurópolis e nas cidades vizinhas. Casos como este geram um clima de insegurança e apreensão, especialmente entre os comerciantes e empresários locais, que se sentem mais vulneráveis. A necessidade de reforçar o policiamento, investir em inteligência e desarticular redes criminosas que atuam na região se torna ainda mais evidente. Para o cidadão comum, a história serve como um alerta constante sobre a importância da vigilância e da adoção de medidas de segurança, tanto físicas quanto digitais, diante de um cenário de criminalidade em constante mutação.

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Fonte: https://www.oliberal.com

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