O Paysandu assegurou sua vaga nas semifinais do Campeonato Paraense com uma performance imponente, aplicando uma goleada de 5 a 1 sobre a Tuna Luso na última quinta-feira (19). O resultado, celebrado pela torcida na Curuzu, coloca o Papão frente a frente com o Castanhal na próxima fase do torneio. No entanto, o técnico bicolor, Júnior Rocha, mesmo satisfeito com o desempenho do time, fez questão de manter os pés no chão, demonstrando uma postura de cautela que contrasta com a euforia natural após uma vitória expressiva.
Em sua análise pós-jogo, Rocha destacou que a equipe está cada vez mais próxima do modelo de jogo que vem sendo trabalhado nos treinamentos. “A gente já tinha, em momento anterior, falado que a coletividade potencializa o individual, é o que vem acontecendo. Nesse momento, a gente tem se aproximado muito do que a gente tem treinado”, afirmou o treinador, ressaltando o valor da dedicação coletiva. Ele reconheceu as dificuldades inerentes ao processo inicial de construção de um novo modelo, com aprimoramento de movimentações ofensivas e defensivas, mas fez questão de enaltecer o comprometimento de todo o elenco, desde o goleiro Gabriel Mesquita até os jogadores que entram no decorrer das partidas.
A goleada sobre a Tuna Luso não foi apenas um placar elástico; representou um alento para a torcida e um indicativo de que a metodologia de Júnior Rocha começa a render frutos. Em um campeonato estadual de forte tradição e rivalidade como o Parazão, vitórias assim reforçam a moral e solidificam a confiança no trabalho da comissão técnica e dos atletas. Para um clube da envergadura do Paysandu, com uma base de torcedores apaixonada e exigente, cada passo bem-sucedido no certame regional é fundamental para pavimentar o caminho rumo aos objetivos maiores da temporada.
A Voz da Experiência: Cautela no Auge da Euforia
Apesar do cenário positivo e do placar dilatado, a experiência de Júnior Rocha no futebol fala mais alto. “Eu estou muito feliz com a vitória, mas eu não me iludo”, declarou o técnico, com a seriedade de quem conhece as nuances do esporte. A frase “Não me iludo porque o futebol é muito traiçoeiro” é um lembrete contundente de que, no esporte, resultados isolados, por mais expressivos que sejam, não garantem o sucesso futuro. Ele fez uma comparação perspicaz, mencionando que placares de 5 a 1 foram conquistados por outros adversários, como Remo, Castanhal e Cametá, enfatizando que, ao fim, o objetivo imediato de todos era a classificação.
Essa postura do técnico reflete a alta exigência do Paysandu. Não basta apenas vencer ou chegar às fases decisivas; a cultura do clube bicola é forjada na busca incessante por títulos e na construção de um legado. “Para quem está no Paysandu, e eu estou entendendo isso, não basta chegar a uma semifinal ou a uma final. Quem veste esse manto sagrado aqui quer título, deixar um legado, uma história”, completou Rocha. Essa mentalidade é crucial para manter o foco e a ambição de um elenco que tem o peso de uma camisa tão tradicional sobre os ombros, especialmente em um ano com a difícil disputa da Série B do Campeonato Brasileiro e a Copa Verde no calendário.
Caminho para a Final: O Desafio Contra o Castanhal
Com a vitória e a classificação garantidas, o Paysandu agora vira a chave para o próximo desafio: a semifinal contra o Castanhal. O confronto, que terá seu primeiro embate já no próximo domingo (22), às 17h, na Curuzu, promete ser um teste ainda mais exigente. O Japiim, como é conhecido o Castanhal, chega motivado e buscará surpreender o gigante da capital, exigindo do Paysandu não apenas qualidade técnica, mas também inteligência tática e solidez emocional para superar a fase decisiva. A cada etapa, o nível de dificuldade aumenta, e a capacidade de manter o foco e a consistência será determinante.
O Parazão não é apenas um campeonato regional; é a base para a construção de um time forte e confiante que possa competir em âmbitos nacionais. O desempenho no estadual serve como termômetro e laboratório para aprimorar o modelo de jogo, testar formações e dar ritmo aos atletas. Um bom resultado no Campeonato Paraense fortalece a imagem do clube, atrai novos olhares e solidifica a confiança para os desafios que virão na Série B, onde a concorrência será acirrada e a margem de erro, mínima. A busca pelo título do Parazão, portanto, é um passo estratégico e fundamental na jornada do Paysandu em 2024.
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Fonte: https://www.oliberal.com