Júnior Rocha analisa revés do Paysandu contra o Cametá e admite: ‘Estamos longe do ideal’

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Fábio Will
Fábio Will

A derrota do Paysandu por 2 a 0 para o Cametá, no tradicional Parque do Bacurau, reverberou além do resultado imediato, acendendo um sinal de alerta na Curuzu. O revés, que empurrou o Papão para a quinta posição no Campeonato Paraense, provocou uma análise contundente do técnico Júnior Rocha, que não hesitou em afirmar que a equipe bicolor está “muito longe do ideal”, indicando um caminho árduo pela frente e a necessidade de aprimoramento contínuo em meio à fase de reconstrução do clube.

O Confronto e a Oscilação Bicolor

O jogo contra o Cametá, que com a vitória assumiu a liderança provisória do Parazão, expôs fragilidades do Paysandu. Segundo Júnior Rocha, a equipe não conseguiu replicar em campo o que vem sendo trabalhado nos treinamentos, especialmente no primeiro tempo. “Nós oscilamos onde estamos acostumados a fazer. Não estamos acostumados a fazer muitas ligações diretas, tanto jogo vertical. No primeiro tempo deixamos de fazer o que se trabalha, o que se treina”, pontuou o treinador. Essa fala sugere uma desconexão entre a estratégia planejada e a execução, com a equipe recorrendo a um jogo mais direto e vertical que não é sua característica principal, comprometendo a fluidez e a construção ofensiva.

A inconstância foi um ponto crítico. Mesmo com alguma melhora após o intervalo, a equipe falhou em momentos cruciais. “Após o intervalo conseguimos melhorar um pouco, mas vacilamos. O Cametá teve as oportunidades e fez e nós tivemos as nossas e não concluímos”, detalhou Rocha, destacando a falta de eficácia ofensiva e os erros defensivos que resultaram nos dois gols sofridos. Para um clube da envergadura do Paysandu, que historicamente domina o cenário paraense e busca voos maiores no cenário nacional, a incapacidade de converter chances e a vulnerabilidade defensiva são aspectos que preocupam a comissão técnica e a torcida.

A Repercussão no Campeonato Paraense

A derrota para o Cametá não apenas freou o ímpeto do Paysandu, mas também alterou sua posição na tabela do Campeonato Paraense. Cair para a quinta colocação em um torneio tão disputado como o Parazão, onde a busca pelo G4 é constante, liga o sinal de alerta. Embora o campeonato ainda esteja em sua fase inicial, cada ponto perdido pode ser decisivo na corrida por uma vaga nas fases eliminatórias. A pressão sobre o Papão, um dos gigantes do futebol do Pará, é inerente à sua história e à paixão de sua torcida, que espera sempre um desempenho dominante e a luta por títulos.

A campanha irregular até o momento mostra um Paysandu em busca de sua identidade e entrosamento. Confrontos como o contra o Cametá, um adversário que mostrou organização e contundência, servem como termômetro para a real condição da equipe. Para os bicolores, o objetivo é consolidar-se entre os primeiros e garantir uma classificação tranquila para a próxima fase, evitando riscos e surpresas que possam comprometer o planejamento para o restante da temporada, que inclui também a Copa Verde e, futuramente, a Série B do Campeonato Brasileiro.

Filosofia de Trabalho: Sem Poupar Jogadores

Um ponto de destaque na coletiva de Júnior Rocha foi sua firmeza ao abordar a questão de poupar atletas. Questionado sobre a possibilidade de mesclar o time contra o Santa Rosa, na próxima rodada, caso tivesse vencido o Cametá, o treinador foi taxativo. “Não tem força máxima e nem poupar jogadores. Somos profissionais e eles têm que estarem aptos a jogar. O estímulo do atleta é no jogo e não no treino, não temos que poupar, temos que testar nos treinos e trocando”, declarou.

Essa filosofia reflete uma mentalidade de alta performance e profissionalismo, onde cada partida é vista como uma oportunidade crucial para evolução e conquista. Rocha reforçou que o “jogo mais importante das nossas vidas é o próximo e conquistar os 3 pontos. Sempre vamos com força máxima, sem poupar jogadores”. Essa postura visa incutir nos jogadores a mentalidade de que não há espaço para relaxamento ou planejamento a longo prazo que sacrifique o presente, garantindo que o empenho seja máximo em todos os duelos, independentemente do peso do adversário ou da fase da competição.

A Reconstrução e o Caminho Longe do Ideal

Júnior Rocha reiterou que o Paysandu está passando por um processo de reconstrução, o que, por natureza, envolve oscilações. “Nós tivemos um primeiro tempo abaixo mesmo, em termo de competitividade, de estar ligado no jogo, mas mesmo assim tivemos oportunidades. Vacilamos nos dois gols, são coisas que estamos corrigindo, o trabalho diário serve pra isso”, explicou. A reconstrução, que busca solidificar um novo estilo de jogo e montar um elenco coeso para os múltiplos desafios do ano, demanda tempo, mas os resultados iniciais são cruciais para a moral do time e o apoio da torcida.

Apesar do reconhecimento da bravura dos atletas e das oportunidades criadas, o treinador foi enfático: “a bola não entrou, mas não é só isso, falta bastante coisas e estamos longe do ideal”. As “bastante coisas” que, na visão do técnico, ainda faltam para o Paysandu podem ser interpretadas como a necessidade de aprimoramento tático, maior consistência na performance individual e coletiva, e uma melhor capacidade de reação às adversidades durante os jogos. A busca pelo ideal é um processo contínuo, e as falhas evidenciadas contra o Cametá servirão de lição para os próximos desafios, onde o Paysandu precisará demonstrar evolução e resiliência para alcançar seus objetivos na temporada.

A torcida bicolor, apaixonada e exigente, acompanha de perto cada passo dessa reconstrução. As palavras de Júnior Rocha, ainda que francas e realistas, reforçam a urgência por melhorias e a expectativa de que o Papão reencontre o caminho das vitórias e do bom futebol. Para não perder nenhum detalhe sobre a caminhada do Paysandu no Campeonato Paraense e nas demais competições, continue acompanhando as análises e notícias aprofundadas aqui no Portal Pai D’Égua, seu portal de informação relevante e contextualizada, sempre com o compromisso de trazer a informação de qualidade que você merece.

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