Na manhã da última sexta-feira, servidores municipais da saúde de Belém realizaram um protesto significativo ao fechar a avenida Almirante Barroso, uma das vias mais importantes da cidade, no sentido Entroncamento para São Brás, utilizando ambulâncias e veículos particulares. A manifestação ocorreu próximo à esquina com a avenida Tavares Bastos, no bairro do Castanheira, e reuniu um expressivo número de participantes em frente à sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por volta das 11h30. O movimento é parte de uma greve iniciada na quinta-feira, dia 5 de outubro, com o objetivo de pressionar a prefeitura a abrir negociações sobre questões cruciais para os servidores.
Motivos do protesto
Os servidores reivindicam a revogação da Lei nº 10.266/26, que consideram prejudicial aos direitos adquiridos dos trabalhadores da saúde e ao funcionamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em Belém. De acordo com Dione Nogueira, técnica de enfermagem e uma das porta-vozes do movimento, a lei impõe restrições significativas que afetam não apenas os servidores, mas também seus familiares e a população em geral. Ela caracteriza a legislação como ‘nefasta’ e destaca que o principal objetivo da greve é a abertura de um canal de diálogo com a administração municipal.
Impacto da lei sobre os servidores
A Lei nº 10.266/26 é vista pelos manifestantes como uma ameaça aos direitos históricos conquistados pelos servidores municipais. Dione Nogueira enfatiza que a legislação compromete garantias essenciais, o que, segundo ela, torna insustentável a convivência com suas diretrizes. A greve é, portanto, uma resposta ao que é percebido como uma tentativa de desmantelar direitos fundamentais dos trabalhadores do setor público, instigando uma reação organizada e legal.
Manutenção dos serviços essenciais
Apesar da greve, os serviços essenciais de saúde continuam a ser prestados à população. Conforme explicado por Dione Nogueira, 30% do atendimento está em operação, garantindo que as triagens sejam realizadas em todos os casos. Essa medida visa tranquilizar a população, assegurando que, mesmo em meio ao protesto, a assistência médica necessária não será interrompida.
Um movimento de longa data
A greve atual é vista como parte de uma luta histórica dos servidores da saúde de Belém. Dione Nogueira ressalta que o sofrimento enfrentado pela categoria devido às medidas impostas pela nova lei é inaceitável. Ela faz um apelo para que outros órgãos e instituições se juntem aos trabalhadores na análise das políticas vigentes, buscando uma solução que contemple os interesses de todos os envolvidos.
Adesão e solidariedade
O movimento grevista não está isolado. Outros segmentos e órgãos do município já vinham estruturando o protesto, compartilhando a mesma preocupação com a legislação atual. Embora existam reivindicações específicas de cada grupo, a revogação da Lei nº 10.266/26 é vista como uma prioridade para os servidores e para a população em geral, que também será impactada pelas mudanças propostas.
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