Os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) revelaram que, no Pará, 66,7% dos cursos de Medicina avaliados obtiveram desempenho satisfatório, atingindo níveis de proficiência considerados adequados para a formação médica. A avaliação, realizada em 2025, contemplou 351 cursos de medicina em todo o Brasil e os resultados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira (19).
Desempenho dos Cursos no Pará
Na região paraense, a Universidade Federal do Pará (UFPA) de Altamira obteve o conceito 1, o mais baixo no exame. Por outro lado, a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Marabá e o Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz), em Belém, receberam o conceito 2. Três instituições alcançaram o conceito 3, incluindo a Afya Faculdade de Redenção, a UFPA em Belém e a Universidade do Estado do Pará (UEPA) de Santarém.
Destaques dos Resultados
Destacando-se no estado, a Universidade do Estado do Pará (UEPA) de Marabá alcançou o conceito 5, o mais alto da avaliação. O coordenador do curso de Medicina da UEPA, professor Caio Botelho, ressaltou que os resultados refletem um esforço coletivo, evidenciando a qualidade dos diferentes campi da universidade no processo de formação de novos profissionais da saúde.
Desempenho em Nível Nacional
No âmbito nacional, 243 dos cursos avaliados, o equivalente a 60%, apresentaram desempenho satisfatório, garantindo proficiência a uma parcela significativa de estudantes concluintes. Por outro lado, mais de 100 cursos em todo o país tiveram desempenho insatisfatório, de acordo com o MEC.
Implicações e Medidas
Com base nos resultados do Enamed, a nota de corte dos estudantes passará a ser utilizada para regular a oferta de cursos de Medicina e estabelecer medidas de supervisão, incluindo penalidades para instituições com baixo desempenho. Além disso, o exame será integrado ao processo de seleção para o Exame Nacional de Residência (Enare).
Medidas Cautelares
Instituições com desempenho médio dos concluintes abaixo de 60% serão submetidas a um Processo Administrativo de Supervisão, com possíveis sanções como proibição de aumento de vagas, redução da oferta, suspensão do Fies e ingresso de novos estudantes. No total, 304 cursos de Medicina estão sujeitos a regulamentação do governo federal, com 99 deles classificados nas faixas insatisfatórias.