Jovem é picado por jararaca no Parque do Utinga, em Belém

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Lívia Ximenes
Lívia Ximenes

A cidade de Belém, no Pará, registrou um grave incidente no Parque Estadual do Utinga, uma de suas principais unidades de conservação ambiental. No final de novembro, Lucas Vitor dos Santos, um jovem de 20 anos, foi picado por uma jararaca enquanto passeava com amigos em uma área de mata fechada. O acidente resultou em sua internação imediata, e desde então, Lucas tem recebido cuidados médicos intensivos. O Parque do Utinga, conhecido por sua rica biodiversidade, naturalmente abriga espécies como a jararaca. Este caso ressalta a importância crucial da observação das sinalizações e das regras de segurança estabelecidas para todos os visitantes em ambientes selvagens.

O incidente e os primeiros socorros no Utinga

O ataque inesperado e a busca por ajuda

O lamentável episódio ocorreu quando Lucas Vitor dos Santos, de 20 anos, adentrou uma área de mata fechada, não autorizada para visitação, dentro do Parque Estadual do Utinga. Enquanto estava na companhia de amigos, a jararaca, uma das serpentes mais peçonhentas do Brasil, atacou o jovem. O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), órgão responsável pela gestão do parque, informou que os primeiros socorros foram prontamente prestados ainda no local do incidente. A equipe do parque orientou a família a buscar atendimento especializado no Pronto-Socorro da 14 de Março (PSM da 14), o Hospital Municipal Mário Pinotti, em Belém, para onde Lucas foi encaminhado cerca de 20 minutos após a picada.

O tratamento médico e a luta pela recuperação

Protocolos de atendimento e evolução clínica

Desde sua chegada ao Hospital Municipal Mário Pinotti, Lucas Vitor dos Santos está sob internação e cuidados médicos contínuos. A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) divulgou que todos os protocolos pré-estabelecidos para acidentes com animais peçonhentos foram rigorosamente seguidos, incluindo a administração de doses de soro antiofídico, fundamental para neutralizar o veneno da jararaca. Felizmente, o jovem já não se encontra em quadro crítico de urgência, apresentando um estado de saúde estável. Ele segue recebendo antibióticos para prevenir infecções secundárias, além de acompanhamento médico constante por uma equipe multidisciplinar.

Síndrome compartimental e o risco de amputação

A picada da jararaca provocou em Lucas uma condição grave conhecida como síndrome compartimental. Esta ocorrência, comum em casos de envenenamento por serpentes, envolve o aumento da pressão dentro dos compartimentos musculares, o que pode comprometer severamente a circulação sanguínea e causar danos irreversíveis aos tecidos. Para mitigar esse risco e evitar a necessidade de amputação do braço, membro afetado pela peçonha, Lucas está sendo avaliado por um cirurgião vascular. A família, no entanto, expressou preocupação com a demora na transferência para um hospital de referência especializado no tratamento de acidentes com animais peçonhentos, devido à escassez de leitos. A Sesma assegurou que Lucas está devidamente cadastrado no Sistema Municipal de Regulação e que sua assistência está sendo monitorada ativamente.

A natureza e a segurança em áreas de conservação

A presença natural de serpentes e as orientações do parque

O Ideflor-Bio reforçou que a presença de serpentes como a jararaca é natural e esperada em unidades de conservação como o Parque Estadual do Utinga, que abriga uma rica biodiversidade. O incidente com Lucas serve como um lembrete importante sobre os perigos e a necessidade de respeito ao ecossistema local. O parque possui ampla sinalização e oferece orientações claras aos visitantes, visando prevenir acidentes. Entre as recomendações estão: permanecer exclusivamente nas áreas permitidas, evitar adentrar matas fechadas, não interagir com animais selvagens e manter distância caso sejam avistados, descartar o lixo em locais apropriados, evitar atalhos não sinalizados e comunicar imediatamente à administração qualquer ocorrência fora do comum. A segurança dos visitantes é uma prioridade, mas depende também da colaboração e da observância das regras.

Perspectivas e o alerta contínuo para visitantes

O caso de Lucas Vitor dos Santos no Parque Estadual do Utinga destaca a complexidade do convívio entre seres humanos e a vida selvagem, especialmente em ambientes protegidos. Enquanto Lucas segue em recuperação, aguardando um leito em unidade especializada que possa oferecer o suporte ideal para a sua condição, o episódio serve como um alerta contínuo para todos que frequentam ou planejam visitar áreas de conservação. A prudência, o respeito às normas e a atenção à sinalização são medidas cruciais para garantir uma experiência segura e harmoniosa nesses locais, onde a natureza se manifesta em sua plenitude, com todos os seus encantos e desafios.

Perguntas frequentes sobre acidentes com jararacas

O que fazer imediatamente após uma picada de cobra?
É crucial manter a calma, lavar o local da picada com água e sabão e remover anéis, pulseiras ou qualquer objeto que possa garrotear o membro em caso de inchaço. A vítima deve ser levada o mais rápido possível a um serviço de saúde, preferencialmente um hospital de referência, com o máximo de informações sobre o animal, se possível, sem tentar capturá-lo ou arriscar uma nova picada. Evite torniquetes, incisões ou sugar o veneno.
Quais são os sintomas de uma picada de jararaca?
Os sintomas mais comuns incluem dor intensa e inchaço no local da picada, que pode evoluir rapidamente, bolhas, sangramento gengival e outros pontos do corpo, e, em casos mais graves, necrose e falência renal. A rapidez no atendimento e a administração do soro antiofídico são determinantes para o prognóstico.
É comum encontrar cobras em parques urbanos como o Utinga?
Sim, parques e áreas verdes inseridas em contextos urbanos, especialmente aqueles que são unidades de conservação com vegetação nativa preservada, são habitats naturais para diversas espécies de animais selvagens, incluindo serpentes. A presença de cobras é um sinal de um ecossistema saudável, e a convivência requer que os visitantes sigam as orientações dos gestores do parque para sua própria segurança.

Para mais informações sobre a fauna local e dicas de segurança em ambientes naturais, visite o site oficial do Parque Estadual do Utinga e siga as campanhas de conscientização. Sua segurança é nossa prioridade!

Fonte: https://www.oliberal.com

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