Remo enfrenta ação judicial de Vinícius; ex-goleiro cobra mais de R$ 1

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O Clube do Remo, enquanto se organiza para a temporada de 2026, depara-se com um significativo desafio fora dos gramados: um processo trabalhista milionário movido pelo ex-goleiro Vinícius. O jogador, que defendeu a camisa azulina por oito temporadas consecutivas, entre 2017 e 2024, entrou na Justiça do Trabalho cobrando a quantia de R$ 1.065.512,80. Esta ação judicial do ex-goleiro Vinícius alega o não pagamento de diversas verbas ao longo de seu último vínculo empregatício com o clube. A primeira audiência, crucial para o desenrolar do caso, está marcada para 2 de março de 2026, e ocorrerá de forma telepresencial. Após as manifestações das partes envolvidas, o processo seguirá para a análise da 13ª Vara do Trabalho de Belém, que decidirá sobre as reivindicações apresentadas pelo atleta.

Detalhes da ação trabalhista: as reivindicações do goleiro

Salário complessivo e direitos de imagem

A ação trabalhista, que tramita na 13ª Vara do Trabalho de Belém, é embasada por uma vasta documentação apresentada pela defesa do atleta, incluindo contratos de trabalho, extratos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), comprovantes bancários e planilhas detalhadas. O foco central das alegações reside em supostos pagamentos feitos de maneira irregular entre os anos de 2021 e 2024, período correspondente ao último contrato do goleiro com o Clube do Remo. Vinícius argumenta ter recebido valores sem a devida discriminação das parcelas, o que a sua defesa classifica como “salário complessivo” – uma prática vedada pela legislação trabalhista que dificulta a fiscalização dos direitos. Além disso, o goleiro aponta diferenças mensais de remuneração, as quais seriam confirmadas pelos extratos bancários anexados ao processo.

Um dos pontos mais relevantes levantados na petição é a utilização indevida do direito de imagem do jogador. Segundo a defesa de Vinícius, o clube teria empregado essa verba, de natureza civil, para complementar o salário do atleta de forma irregular, extrapolando os limites legais e sem a comprovação efetiva da exploração de sua imagem. Diante disso, o ex-goleiro pleiteia a integração total ou parcial desses valores à sua remuneração oficial, o que geraria reflexos diretos em diversos direitos, como férias, 13º salário, FGTS e demais encargos. Apenas essas diferenças relativas ao direito de imagem e outras verbas somariam cerca de R$ 335 mil do total cobrado.

Verbas rescisórias e outros débitos

A petição de Vinícius também detalha outras cobranças significativas. O goleiro afirma não ter usufruído corretamente de dois períodos de férias (2021/2022 e 2022/2023), solicitando o pagamento em dobro dessas, além da quitação das férias simples referentes ao seu último ano de contrato. Há ainda a exigência dos 13º salários de 2021 (parcial), 2022 e 2023, bem como o pagamento de premiações prometidas por conquistas importantes. Entre elas, destacam-se a Copa Verde de 2021 e o Campeonato Paraense de 2022, cada uma no valor de R$ 5 mil.

Com o término de seu vínculo em março de 2024, Vinícius alega que não recebeu as verbas rescisórias devidas, estimadas em aproximadamente R$ 19,6 mil. Outra grave acusação diz respeito aos depósitos do FGTS, que teriam sido praticamente inexistentes durante a maior parte do contrato, com registros apenas nos meses de novembro e dezembro de 2023. O valor não recolhido ao longo dos anos, segundo a petição, alcançaria R$ 36,5 mil. Por fim, o jogador pede a aplicação da multa prevista no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo atraso na entrega da documentação rescisória e no pagamento das verbas.

Danos morais e pedidos processuais

Compensação por instabilidade financeira

Além das cobranças financeiras diretas, o ex-goleiro Vinícius busca compensação por danos morais. Ele sustenta que os atrasos e a ausência de pagamentos por parte do Clube do Remo comprometeram sua estabilidade financeira e geraram transtornos significativos. A sugestão de indenização é de um salário – aproximadamente R$ 48 mil – ou um valor que o juiz considere justo e adequado à reparação do dano sofrido.

Procedimentos e argumentos da defesa

No que tange aos aspectos processuais, Vinícius solicitou a concessão de justiça gratuita, garantindo que não terá que arcar com as custas do processo. Adicionalmente, requereu a isenção de honorários sucumbenciais, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5766. Dada a localização de sua defesa, o atleta também pediu que o processo tramite de forma 100% digital, com todas as audiências ocorrendo telepresencialmente.

A advogada Manoella Molon, que representa o goleiro, afirmou que Vinícius sempre demonstrou interesse em buscar uma solução amigável com o clube. No entanto, segundo ela, essa disposição não foi correspondida pela instituição por um período de aproximadamente dois anos. “Apesar de todos os esforços e da disposição para o diálogo, não houve êxito, restando apenas a via judicial”, declarou a advogada, justificando a necessidade de recorrer à Justiça para garantir os direitos do atleta.

Próximos passos no caso do ex-goleiro Vinícius

Com a primeira audiência marcada para março de 2026, o processo trabalhista entre Vinícius e o Clube do Remo entra em uma fase decisiva. Ambas as partes terão a oportunidade de apresentar suas argumentações e provas à 13ª Vara do Trabalho de Belém, que conduzirá a análise detalhada das alegações. O desfecho desta disputa judicial poderá ter implicações significativas para as finanças do clube e para a forma como as relações trabalhistas são geridas no futebol paraense.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual o valor total cobrado pelo goleiro Vinícius do Clube do Remo?
O goleiro Vinícius cobra um total de R$ 1.065.512,80 do Clube do Remo em verbas trabalhistas não pagas.
Quais são as principais alegações de Vinícius contra o Remo?
As principais alegações incluem pagamentos irregulares (“salário complessivo”), uso indevido de direito de imagem, diferenças salariais, não pagamento de férias, 13º salários, premiações, verbas rescisórias e depósitos de FGTS.
Quando será a primeira audiência do processo?
A primeira audiência do processo trabalhista está agendada para o dia 2 de março de 2026 e ocorrerá em formato telepresencial.

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Fonte: https://www.oliberal.com

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