Ah, o futebol! Esse esporte brega que amamos odiar (ou odiamos amar? Tanto faz!). E que história épica, meus caros, digna de um filme de comédia pastelão com pitadas de drama mexicano. Preparem os lencinhos (para enxugar as lágrimas de tanto rir, claro), porque a trajetória do glorioso Clube do Remo rumo à tão sonhada Série A foi uma montanha-russa de emoções… e vexames.
Tudo começou com um festival de horrores: eliminações para times que só a mãe conhece, um técnico (coitado do Rodrigo Santana) mais perdido que cego em tiroteio e uma torcida que já cogitava pedir a volta do Magno Alves (calma, gente, tô brincando… ou não?). Parecia que o Remo estava mais para Série Z do que para qualquer coisa.
Aí, do nada, surge Daniel Paulista, um sujeito que, dizem as más línguas, fez milagre com água benta e uns cones. De repente, o time começou a jogar como gente grande, a torcida voltou a acreditar e o Baenão virou palco de um otimismo que beirava a insanidade. Mas a alegria durou pouco: o bom moço arrumou as malas e foi pastar em outros campos. Traíra!
Eis que entra em cena Marcos Braz, o guru flamenguista que, com sua lábia afiada e um caminhão de reforços (vindos diretamente do banco de reservas do Flamengo, claro), prometeu mundos e fundos. O Remo virou o “Menguinho” do Norte, com direito a estrelas decadentes e um ego inflado que dava para ouvir de Outeiro.
Para completar a ópera bufa, contrataram um técnico português (António Oliveira) que, aparentemente, só sabia escalar o time no FIFA. Empates bisonhos em casa, derrotas vergonhosas fora e um relacionamento explosivo com a torcida culminaram em sua demissão. Adeus, bacalhau!
E então, meus amigos, a cereja do bolo: Guto Ferreira, o salvador da pátria, o cara que transformou água em vinho (ou seria cerveja gelada?). Com um futebol pragmático, raçudo e… digamos… pouco vistoso, o Remo engatou uma sequência de vitórias que deixou todo mundo de queixo caído.
Chegou a última rodada e a tensão era palpável. O Remo precisava vencer e secar os rivais. O jogo começou com um balde de água fria, mas a estrela de Pedro Rocha brilhou, João Pedro fez chover caneta e o Mangueirão explodiu em êxtase. O acesso veio, a Série A era realidade (por enquanto!) e a torcida pôde finalmente comemorar.
E assim, meus caros, termina essa saga surreal, essa mistura de tragédia e comédia que só o futebol paraense pode nos proporcionar. Que venham os desafios da Série A, as derrotas humilhantes para os times do Sul e as polêmicas com a arbitragem. Afinal, a vida é uma piada e o Remo é o nosso palhaço favorito.
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Fonte: https://www.oliberal.com