Um casal foi detido na última sexta-feira (7) sob suspeita de envolvimento no desaparecimento de Victor Augusto da Rocha Arnaud, contador de 53 anos, residente em Xinguara, no sudeste do Pará. Os suspeitos foram identificados como Gigliolla Sena Silva, de 30 anos, que tem uma filha de cinco anos com a vítima, e Wanderson Silva de Sousa, de 28 anos.
As investigações da Polícia Civil revelaram que o veículo de Victor foi encontrado em Estreito, no Maranhão. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) forneceu informações cruciais que levaram agentes da Guarda Municipal de Estreito a abordar o casal em uma balsa que cruzava o rio Tocantins. Eles estavam na companhia da filha de Gigliolla e Victor.
A prisão do casal ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão temporária emitido pela Vara Criminal de Xinguara, sob a suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte). Durante a busca na residência de Victor, os investigadores notaram um cenário de desordem. Manchas de sangue foram encontradas em dois lençóis e em um colchão, e o carro da vítima não estava na garagem. Contudo, não foram identificados sinais de arrombamento nas portas ou janelas.
Uma câmera de segurança foi encontrada caída no chão da cozinha, sem o cartão de memória, o que, de acordo com a investigação, sugere uma possível tentativa de eliminar provas. Juntamente com a ordem de prisão do casal, a Justiça determinou que o Conselho Tutelar de Estreito e de Xinguara fossem notificados para tomar as medidas necessárias de proteção e guarda provisória da criança, filha de Gigliolla e Victor. O objetivo é encontrar familiares que possam assumir a responsabilidade pela guarda da menina.
O desaparecimento de Victor chamou a atenção quando um amigo, com quem ele mantinha contato diário por motivos profissionais, notou que o contador não respondia mais às mensagens. Familiares e colegas também tentaram contatá-lo, sem sucesso. No dia 4 de novembro, Victor teria solicitado R$ 1.600 a um conhecido, alegando que precisava do dinheiro para a festa de aniversário da filha. O pedido causou estranheza, já que ele era financeiramente estável e não costumava pedir dinheiro emprestado.
No mesmo dia, uma foto do cachorro de Victor dentro de um carro foi publicada em suas redes sociais. Amigos acharam a situação incomum, pois o empresário raramente viajava com o animal, preferindo deixá-lo sob os cuidados de conhecidos. O cachorro foi encontrado amarrado perto da rodoviária de Xinguara.
No dia 5 de novembro, uma colega de trabalho recebeu uma mensagem atribuída a Victor, informando que ele estava na Receita Federal de Redenção. A mensagem continha uma foto de visualização única, mostrando apenas parte de um braço. A colega estranhou o fato de o braço estar depilado, já que Victor tinha muitos pelos.
As autoridades de Xinguara aguardam a transferência de Gigliolla e Wanderson para que prestem depoimento e auxiliem na localização de Victor. A prisão temporária tem duração de 30 dias e pode ser prorrogada dependendo do andamento das investigações.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Xinguara. A corporação acrescentou que o mandado de prisão foi cumprido no Maranhão e que a transferência dos suspeitos para o Pará depende de autorização judicial. As investigações continuam em andamento para esclarecer o caso.
Fonte: www.oliberal.com