No final da tarde da última quarta-feira, moradores dos Complexos do Alemão e da Penha realizaram um protesto em frente à sede do governo do estado do rio de janeiro. a manifestação ocorreu pouco antes de uma reunião entre o governador cláudio castro e o ministro da justiça, ricardo lewandowski, no palácio guanabara.
Os manifestantes exibiram cartazes com frases de repúdio à megaoperação policial. eles acusaram o governador cláudio castro de liderar o que chamaram de “uma carnificina”, que resultou em mais de 100 mortes.
O grupo, composto por dezenas de motociclistas, foi escoltado por policiais do batalhão tático móvel da polícia militar durante o trajeto entre as zonas norte e sul da cidade até o palácio.
Após a reunião, o governador castro e o ministro lewandowski anunciaram a criação de um escritório emergencial. o objetivo principal é enfrentar o crime organizado no estado e aprimorar a integração entre as esferas federal e estadual.
Nesta quinta-feira, as escolas, universidades, unidades de saúde e órgãos públicos retomaram suas atividades normais, após a suspensão temporária. o transporte público também operou sem interrupções.
A defensoria pública do estado continua com a força-tarefa estabelecida para oferecer suporte às famílias das vítimas da megaoperação policial. no primeiro dia de atuação, a força-tarefa atendeu 106 famílias no instituto médico legal do rio.
A defensoria pública também enviou um ofício à chefia da polícia militar. o documento solicita o acesso às imagens das câmeras acopladas nas fardas dos policiais e a identificação dos agentes que participaram da operação contenção. a medida visa assegurar a preservação das provas relacionadas à ação policial.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br