Cristãos devem ser persistentes na oração, orienta padre

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Eduardo Rocha
Eduardo Rocha

em sua homilia deste final de semana, o padre claudio pighin, diretor da escola de comunicação papa francisco, utilizou a narrativa bíblica de lucas 18, 1-8 para exortar os cristãos sobre a importância da persistência na oração. a passagem retrata um juiz que atende ao pedido de uma viúva devido à sua insistência.

o padre claudio enfatiza que os fiéis devem orar sempre, sem desanimar diante da aparente falta de resultados imediatos. “o evangelista narra que uma viúva foi persistente a ponto de deixar o juiz aborrecido, e por isso quis se libertar dela, fazendo-lhe justiça. o gênero parabólico pode ser compreendido na medida em que se compreende a complexidade da sua narração, da sua totalidade. para melhor entendermos essa mensagem, precisamos compreendê-la como um todo, e ela pretende mostrar essa necessidade da oração que nunca pode cansar, sem perder a confiança nela”, explica.

segundo o padre, a imagem do juiz severo vencido pela tenacidade da viúva serve como um paralelo para a relação entre os fiéis e deus. “imaginem se o nosso deus que é pai de todos, não vai atender um pedido de seus filhos e filhas e, sobretudo, dos pobres como a viúva, daqueles que estão em necessidade. se o juiz que não temia a deus foi capaz de atender à viúva, quanto mais o nosso deus!”, exclama.

o padre claudio pighin pondera que os cristãos devem cultivar a esperança através da oração constante. ele argumenta que a questão central não é a atuação de deus na história, mas sim a abertura dos indivíduos a essa intervenção divina. “o verdadeiro problema não é se deus age na nossa história, mas se os seres humanos querem se abrir a esta intervenção de deus, isto é, se deixam a porta aberta para ele. e para fazer isso não podemos dormir ou nos distrair pelas preocupações da vida, por mais importantes que sejam. precisamos manter nossos corações abertos ao encontro com o senhor. confiar nele. é nesta atitude que se manifesta a oração como percepção de salvação”, salienta.

o encontro com deus por meio da oração, para o padre claudio pighin, possibilita a construção de intimidade e comunhão. “assim teremos também certeza de que deus nos faz justiça pelas nossas causas, porque às vezes parece que deus esteja ausente ou demora demais para nos defender, mas nesse caso o evangelista lucas nos mostra que a oração e a justiça andam juntas. e isso por meio dessa relação com deus, nasce em cada um de nós a transformação do nosso coração, da nossa vida, superando as desconfianças e os medos do senhor”, enfatiza.

o padre claudio pighin recorda uma questão presente na narrativa de lucas: “o filho do homem quando voltar será que vai encontrar a fé sobre a terra?”. ele questiona se as pessoas são capazes de romper com os valores mundanos e optar pelos valores do reino de deus. ele conclui indagando sobre a importância da oração na vida de cada um e se, diante das injustiças, a reação é se render à fatalidade ou intensificar a oração para fortalecer a confiança em deus.

Fonte: www.oliberal.com

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