Investigação desarticula esquema de extorsão em Salvador
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Verdadeiro Encontro, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de utilizar aplicativos de relacionamento para atrair vítimas e realizar extorsões. As diligências, que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão, concentram-se nos bairros da Liberdade e de São Cristóvão, na capital baiana.
As investigações, conduzidas pelas 9ª e 10ª Delegacias Territoriais (Boca do Rio e Pau da Lima), tiveram início após uma denúncia detalhada. A vítima relatou ter sido atraída para um encontro em um imóvel na região da Boca do Rio, onde foi surpreendida por um indivíduo que, apresentando-se como companheiro da pessoa com quem marcou o encontro, exigiu dinheiro e bens em troca de sua liberdade.
Modus operandi e divisão de tarefas do grupo
Conforme as autoridades, o grupo operava de forma estruturada e coordenada. A divisão de funções era clara: duas mulheres trans eram responsáveis por realizar o contato inicial e atrair as vítimas por meio de anúncios em sites e aplicativos de relacionamento. Em um segundo momento, outros dois integrantes entravam em cena para realizar a abordagem física, proferir ameaças e exigir as transferências bancárias.
O nível de intimidação ia além da ameaça física. Segundo a polícia, os investigados utilizavam filmagens íntimas das vítimas como forma de pressão psicológica, garantindo que o constrangimento fosse suficiente para forçar o pagamento das quantias exigidas. O foco principal da quadrilha eram homens e turistas, que muitas vezes não conheciam a região e acabavam caindo na armadilha.
Estratégia de ocultação e aluguel de imóveis
Para dificultar o rastreamento pelas forças de segurança, o grupo adotava uma estratégia de mobilidade. Os investigados alugavam casas e apartamentos temporários por meio de plataformas digitais, muitas vezes utilizando nomes de terceiros para realizar as locações. Essa prática impedia a identificação imediata dos envolvidos e dificultava a localização dos pontos onde as vítimas eram mantidas sob restrição de liberdade.
A operação é realizada por equipes do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM). O trabalho policial busca agora identificar se há outras vítimas que ainda não registraram ocorrência, dado o receio de exposição que esse tipo de crime costuma gerar. A Polícia Civil reforça a importância de que qualquer pessoa que tenha passado por situação semelhante procure uma unidade policial para formalizar a denúncia.
O Portal Pai D’Égua segue acompanhando o desenrolar das investigações e trará novas atualizações sobre o caso assim que novos dados forem divulgados pelas autoridades. Continue acompanhando nosso portal para se manter informado sobre os principais acontecimentos da segurança pública e outros temas de relevância para a sociedade.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações. Fonte: G1 Bahia.