Ação criminosa mira autoridades municipais no oeste paraense
Uma onda de tentativas de fraude tem preocupado autoridades e gestores públicos na região oeste do Pará. Criminosos estão utilizando indevidamente o nome e a imagem do juiz Flávio Lauande, que atua na comarca de Santarém, para abordar prefeitos, vereadores e outros representantes de órgãos municipais com o objetivo de obter vantagens financeiras e logísticas.
O alerta sobre a prática foi emitido pelo próprio magistrado através de suas redes sociais. Segundo os relatos, os suspeitos criam perfis falsos em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, utilizando fotos do juiz para conferir veracidade aos contatos. A estratégia consiste em simular parcerias institucionais ou projetos sociais inexistentes para solicitar transferências via Pix, além de requisitar veículos e motoristas sob o pretexto de realizar deslocamentos oficiais.
Modus operandi e o alcance dos golpes
A atuação dos envolvidos tem sido registrada em pelo menos seis municípios da região, incluindo Belterra, Mojuí dos Campos, Curuá, Juruti e Itaituba, além da própria cidade de Santarém. Em um dos episódios relatados, os suspeitos tentaram convencer representantes públicos de que o magistrado necessitaria de suporte logístico para atividades no município, enquanto em outros casos, o foco era a solicitação direta de valores em dinheiro.
Prints de conversas divulgados pelo magistrado revelam que os golpistas chegaram a fornecer chaves Pix vinculadas a contas empresariais para receber depósitos. Em uma das interações, foi solicitado o valor de R$ 1.730,00. O magistrado reforçou que não existe qualquer iniciativa sob sua responsabilidade que demande contribuições financeiras, doações ou a cessão de bens públicos por parte de prefeituras ou cidadãos.
Orientações de segurança e canais oficiais
Diante da recorrência dos casos, o juiz enfatizou a necessidade de cautela por parte de quem recebe mensagens em seu nome. A orientação é que qualquer solicitação de dinheiro, apoio logístico ou favores pessoais seja tratada com desconfiança e que a veracidade do contato seja checada imediatamente através dos canais oficiais do Poder Judiciário. O magistrado ressaltou que não realiza pedidos dessa natureza por meio de aplicativos de mensagens.
A situação acende um alerta para a importância da verificação de identidade em comunicações digitais que envolvem figuras públicas e órgãos oficiais. A recomendação de especialistas em segurança digital é sempre conferir o número de origem e, em caso de dúvida, entrar em contato diretamente com a instituição mencionada por meio de telefones ou endereços eletrônicos oficiais, disponíveis no site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações.
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