A Copa Verde, que consolidou sua relevância no calendário nacional em 2026, pode estar prestes a ganhar um novo capítulo internacional. Em meio às discussões sobre a valorização do futebol regional, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda a viabilidade de criar uma competição que conecte o campeão do torneio a clubes de outros países que compõem a região amazônica. A ideia, embora ainda esteja em estágio embrionário, surge como uma alternativa para aumentar o prestígio da disputa.
Proposta de um torneio amazônico internacional
O projeto foi abordado pelo presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Ricardo Gluck Paul, que também ocupa o cargo de vice-presidente da CBF. Segundo o dirigente, a entidade avalia a possibilidade de um intercâmbio esportivo envolvendo nações que compartilham a Floresta Amazônica, como Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Guiana, Suriname, Equador e a Guiana Francesa. A intenção seria criar um formato que funcionasse como um “Sul-Americano Amazônico”.
Gluck Paul reforçou, contudo, que a proposta não possui caráter imediato e não interfere na atual estrutura da Copa Verde. “É algo interno, um estudo que a CBF tem feito. Existe a possibilidade, mas está no campo das ideias”, explicou o dirigente. A iniciativa busca suprir a ausência de uma vaga direta em competições continentais da Conmebol, um benefício que a Copa Verde ofereceu apenas em suas duas primeiras edições, em 2014 e 2015.
Valorização e novos formatos regionais
Após um período de instabilidade, onde clubes questionavam a falta de atratividade e o desgaste causado pelo calendário, a Copa Verde passou por uma reformulação em 2026. A introdução da Copa Norte e da Copa Centro-Oeste foi vista pela CBF como um acerto estratégico. O objetivo é tornar o produto mais rentável e interessante para patrocinadores e emissoras, garantindo que o torneio continue sendo um pilar de fomento ao futebol nas regiões Norte e Centro-Oeste do país.
O presidente da FPF destacou que, embora a competição ainda apresente um balanço deficitário para a entidade máxima do futebol brasileiro, o investimento é mantido como uma política de desenvolvimento. A presença de marcas patrocinadoras nas placas de publicidade durante a final, vencida pelo Paysandu, é um indicador de que o esforço de reposicionamento da marca Copa Verde está gerando resultados práticos.
O desafio do calendário nacional
Além da possível expansão internacional, o debate sobre o retorno de competições tradicionais, como a Copa dos Campeões, também esteve na pauta. Ricardo Gluck Paul reconheceu que o formato seria atrativo para unificar os vencedores regionais, mas apontou o calendário apertado do futebol brasileiro como o principal obstáculo. Para viabilizar um torneio curto, com semifinais e final em jogo único, seriam necessárias ao menos duas a três datas extras, algo complexo de acomodar na atual agenda dos clubes.
O Paysandu, ao conquistar o hexacampeonato em 2026, reafirmou sua hegemonia no torneio. Enquanto os bastidores da CBF seguem discutindo o futuro das competições regionais, o torcedor acompanha com expectativa as possíveis mudanças que podem elevar o patamar do futebol na região. O Portal Pai D’Égua segue acompanhando de perto os desdobramentos sobre o futuro da Copa Verde e as decisões da CBF. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e análise sobre o cenário esportivo regional e nacional.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações.