O Hospital Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa, reaberto pelo governo do Estado em abril de 2026, rapidamente se estabeleceu como um pilar essencial para a saúde de mães e bebês na Região Metropolitana de Belém e no interior do Pará. Em apenas dois meses de funcionamento, abril e maio, a unidade registrou um impressionante total de 2.523 atendimentos, consolidando sua importância na rede de saúde pública. Este número expressivo inclui mais de dois mil acolhimentos em urgência e emergência obstétrica e a realização de 475 partos, demonstrando a alta demanda e a capacidade de resposta do hospital.
A reativação do Anita Gerosa representa um alívio significativo para milhares de famílias, que agora contam com uma estrutura especializada e humanizada para momentos tão cruciais como a gestação e o nascimento. A unidade, que havia sido fechada pela Prefeitura de Ananindeua em janeiro de 2025, ressurge com investimentos estaduais superiores a R$ 5 milhões, transformando-se em um centro de excelência focado na atenção materno-infantil.
O renascimento de uma referência em saúde materno-infantil
A história do Hospital Anita Gerosa é um exemplo da resiliência e da necessidade contínua de infraestrutura de saúde de qualidade. Após um período de inatividade, o hospital foi entregue à população pelo governo do Estado em 30 de março de 2026, iniciando seus atendimentos no dia 2 de abril. Essa reabertura não apenas preencheu uma lacuna importante na região, mas também trouxe esperança para gestantes que antes enfrentavam dificuldades para acessar serviços especializados.
O investimento na revitalização da unidade foi crucial para equipá-la com tecnologia moderna e garantir um ambiente acolhedor. A proposta é oferecer um atendimento integral, desde a urgência e emergência obstétrica até o suporte intensivo para casos de alto risco, tanto para as mães quanto para os recém-nascidos. A localização estratégica em Ananindeua facilita o acesso para moradores da Região Metropolitana e serve como uma porta de entrada vital para pacientes vindas de municípios mais distantes do Pará.
Impacto e acolhimento: histórias de mães e bebês
A eficácia do Hospital Anita Gerosa é sentida diretamente pelas famílias que buscam seus serviços. Jhennifer da Silva, uma jovem de 21 anos de Ananindeua, vivenciou a importância da unidade em um momento crítico. Após desenvolver eclâmpsia durante o trabalho de parto, ela precisou de encaminhamento imediato para a UTI materna do hospital, logo após o nascimento de sua filha, Jade. Sua mãe, Wanessa Xavier, que já havia enfrentado uma situação semelhante em uma gestação anterior, elogiou a rapidez e a atenção da equipe.
“O atendimento é ótimo, foi tudo muito rápido. A equipe, todos foram bem atenciosos”, ponderou Wanessa, destacando a dedicação dos profissionais. Ela enfatizou que a forma como foram recebidos, desde os porteiros, fez toda a diferença. “Eu só tenho a agradecer ao governo do Estado pelo hospital. Está maravilhoso, e como minha filha precisou, que venham muitas mães e saibam que aqui vão ser bem tratadas”, ressaltou, evidenciando a confiança na instituição.
Outro testemunho vem de Josilaine Silva da Silva, 20 anos, de Bujaru, que foi encaminhada ao Anita Gerosa para uma cesariana devido à falta de dilatação. Ela deu à luz sua primeira filha, Maria Helena, no último dia 25 de maio, e descreveu o atendimento como rápido e eficiente. Alessandra Leal, de 35 anos, moradora de Ananindeua, também encontrou no hospital a segurança necessária para o nascimento de seu primeiro filho, Samuel, que chegou prematuramente às 35 semanas. A proximidade e a qualidade do acolhimento foram decisivas para ela.
Estrutura e humanização no atendimento
O sucesso do Hospital Anita Gerosa não se deve apenas à sua estrutura física, mas também ao compromisso de sua equipe com um atendimento de qualidade técnica e um olhar humanizado. O enfermeiro obstetra Leonardo Silva da Costa, gerente do Alojamento Conjunto da unidade, ressalta a importância de um acolhimento diferenciado, especialmente para gestantes de alto risco. “A reabertura do Anita Gerosa pelo governo do Estado foi fundamental. Muitas mulheres que vêm do interior enfrentam trânsito na BR 316, até chegar à Santa Casa ou ao Abelardo Santos. Então, absorver essas pacientes, que acabavam tendo intercorrências nesse trânsito, acaba sendo o melhor acolhimento para essa gestante que está em risco”, explicou.
A unidade opera 24 horas por dia, oferecendo atendimento de urgência e emergência obstétrica. Como hospital de referência, dispõe de suporte completo, incluindo UTIs materna e neonatal. “Se a mãe precisar de atendimento, ela vai ter o atendimento de UTI garantido. E também dispomos de 10 leitos de UTI neonatal, para o caso do bebê também precisar”, detalhou Leonardo Silva da Costa.
Além disso, o hospital conta com 40 leitos de alojamento conjunto, onde mães e bebês podem permanecer juntos no pós-parto, promovendo o vínculo e a amamentação. As alas de parto cesariano e normal são equipadas com estrutura completa e equipes multidisciplinares capacitadas, incluindo enfermeiros e médicos obstétricos. Um bloco cirúrgico com três salas está disponível para dar suporte a intercorrências, garantindo a segurança e o bem-estar de todas as pacientes.
Um pilar para a Região Metropolitana e interior do Pará
A reabertura do Hospital Anita Gerosa não apenas atende a uma demanda local, mas se estabelece como um pilar fundamental para a saúde materno-infantil em uma escala regional. Ao absorver pacientes de Ananindeua, municípios vizinhos e até mesmo do interior do Estado, a unidade desafoga outros grandes hospitais de referência e oferece um atendimento mais próximo e acessível. A capacidade de lidar com casos de alto risco, como a eclâmpsia de Jhennifer ou partos prematuros como o de Samuel, reforça sua importância estratégica.
A oferta de serviços especializados, como o atendimento 24 horas para grávidas de alto risco, puérperas (mulheres com até 42 dias de pós-parto) e recém-nascidos (bebês com até 28 dias de vida), garante que a atenção à saúde seja contínua e abrangente. Este modelo de cuidado integrado e humanizado é essencial para reduzir a mortalidade materna e infantil, indicadores cruciais para a saúde pública. O hospital não é apenas um local de tratamento, mas um espaço de acolhimento e esperança para novas vidas e suas famílias. Acesse a Agência Pará para mais informações.
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