O Governo do Pará tem direcionado esforços e recursos significativos para a modernização e ampliação de espaços culturais, com o objetivo primordial de democratizar o acesso à cultura e fortalecer o desenvolvimento do setor audiovisual paraense. Essas iniciativas estratégicas visam não apenas renovar a infraestrutura existente, mas também criar novas oportunidades para a produção e fruição cinematográfica em diversas regiões do estado, desde a capital Belém até o arquipélago do Marajó.
Entre os projetos de destaque estão as melhorias implementadas no Cine Alexandrino Moreira, localizado na Casa das Artes, em Belém, na sala Paulo Miranda, no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, e no tradicional Cine Líbero Luxardo. Tais ações refletem uma política cultural que busca valorizar a produção local e garantir que a população tenha acesso a equipamentos de qualidade, incentivando a formação de público e a difusão da arte cinematográfica.
Modernização e o Legado da Lei Paulo Gustavo no Audiovisual Paraense
Recentemente, a Fundação Cultural do Pará (FCP) entregou o renovado Cine Alexandrino Moreira, um espaço com capacidade para 68 pessoas, agora equipado com tecnologia de ponta. A reestruturação dessa sala visa fomentar a arte cinematográfica e contribuir diretamente para o aperfeiçoamento da produção cultural na Amazônia, oferecendo um ambiente adequado para exibições e debates.
Os investimentos para a revitalização do Cine Alexandrino Moreira foram viabilizados por meio da Lei Paulo Gustavo (LPG), uma importante ferramenta de fomento cultural, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A sala Paulo Miranda, instalada no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, também recebeu recursos da LPG, marcando um avanço significativo para a região.
O secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, enfatizou a relevância dessas ações: “O Pará tem uma produção audiovisual muito rica e articulada. Avançar nesse segmento é um dos nossos objetivos. A sala Paulo Miranda, no Museu do Marajó, é muito simbólica por ser a primeira do município de Cachoeira do Arari e por levar o nome de um grande cineasta paraense. Paulo Miranda foi vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura e deixou um legado importante para o cinema do nosso estado. Trabalhamos para fortalecer o cinema com estrutura de qualidade em todo o Pará”.
Cine Líbero Luxardo: Um Hub de Resistência Cultural e Acessibilidade
Outro marco importante foi a entrega do Cine Líbero Luxardo em 2023, após dez meses de obras. O espaço, que é um ícone cultural em Belém, passou por uma ampla reforma estrutural, que incluiu novo tratamento acústico, iluminação renovada na sala e nos corredores, além de novos pisos e pintura. Sua capacidade foi ampliada para 102 assentos, com a inclusão de uma área especialmente destinada a Pessoas com Deficiência (PcD), garantindo maior acessibilidade.
A estudante de Psicologia Giovanna Queiroz, de 20 anos, frequentadora assídua do Líbero há quatro anos, ressalta a importância do cinema como um espaço de resistência cultural e de valorização da produção audiovisual. “Vejo o Líbero, principalmente, como um espaço de troca. É um ambiente em que encontramos pessoas que compartilham o mesmo amor pela cultura, pela arte e pelo cinema. Além do sentimento de pertencimento, também existe a oportunidade de descobrir novas obras e conhecer produções realizadas por pessoas da nossa região”, afirmou.
Álvaro Mota, de 23 anos, que frequenta o Cine Líbero Luxardo há cerca de três anos, recomenda a experiência. “É muito importante existir um local em que a arte do cinema seja acessível, com preços que permitam às pessoas assistir a filmes e apresentações culturais sem precisar, necessariamente, ir a um shopping. Minha experiência mais marcante foi o ‘Ghibli Fest’, que reuniu vários filmes do Studio Ghibli”, contou, destacando a diversidade da programação.
Ampliação do Acesso e Fomento à Produção Local
A coordenadora do Cine Líbero Luxardo, Nádia Alves, sublinhou que a criação do Circuito de Cinema da FCP e a entrega de novas salas são fundamentais para a formação de público e a ampliação do acesso à produção cinematográfica. “Mais do que ampliar a oferta de sessões, esses espaços fortalecem o acesso gratuito ou popular ao cinema de qualidade, estimulam o pensamento crítico, incentivam a produção audiovisual amazônica e aproximam diferentes públicos de obras nacionais, independentes e internacionais que muitas vezes não chegam ao circuito comercial”, explicou.
Essas iniciativas também contribuem para dinamizar a cena cultural paraense, criando ambientes de convivência, debate e formação, especialmente para estudantes, pesquisadores, artistas e jovens realizadores. Os investimentos do Governo do Estado reforçam, portanto, uma política cultural abrangente, que visa não apenas aprimorar a infraestrutura, mas também nutrir o ecossistema criativo e ampliar o alcance da cultura para todos os cidadãos do Pará. Para mais informações sobre as ações do governo, acesse Agência Pará.
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