Diálogo sobre direitos e justiça social na capital paraense
O padre Júlio Lancellotti, referência nacional na defesa dos direitos humanos, cumpre agenda em Belém nesta segunda-feira (1º). O religioso participa de debates focados na realidade da população em situação de rua, promovidos pelo Instituto Dom Azcona e Irmã Henriqueta de Direitos Humanos (IDAH). A programação, que ocorre no auditório do TRT8, reúne representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para discutir caminhos de inclusão e acesso à justiça.
A iniciativa, intitulada “Mesa de Diálogo Circular – O Povo da Rua e o Acesso à Justiça: Caminho de Esperança”, conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), do Movimento Emaús e da Universidade Federal do Pará (UFPA). O encontro busca articular estratégias entre instituições e movimentos sociais para enfrentar a vulnerabilidade extrema nas áreas urbanas.
Propostas contra a vulnerabilidade climática
Durante o evento, o padre Lancellotti apresentou uma demanda urgente voltada ao Poder Público local. Ele propôs que as prefeituras de Belém e dos municípios da região metropolitana instalem pontos de hidratação com bebedouros em locais estratégicos. A medida visa prevenir os impactos do fenômeno climático El Niño, que, segundo institutos de meteorologia, deve elevar as temperaturas e agravar os riscos à saúde de quem vive nas ruas.
“Com uma mão se partilha o pão e com a outra se luta”, afirmou o religioso, reforçando a necessidade de políticas públicas que combinem assistência imediata e reivindicação de direitos estruturais. A proposta busca garantir o acesso básico à água potável como um direito fundamental de sobrevivência diante das mudanças climáticas.
Trajetória e compromisso social
Com mais de quatro décadas de atuação, o padre Júlio Lancellotti é reconhecido pelo trabalho à frente da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo. Sua trajetória é marcada pelo combate à arquitetura hostil — elementos urbanos projetados para afastar pessoas em situação de vulnerabilidade — e pela luta contra a aporofobia, termo que define a rejeição ou o medo aos pobres.
Além da atuação em Belém, o religioso possui um histórico de fundação de espaços de acolhimento, como a Casa Vida, voltada para crianças que vivem com HIV/Aids. Sua presença na capital paraense reforça a articulação entre diferentes frentes de direitos humanos e o fortalecimento de comissões voltadas à solidariedade, como a Comissão OAB-PA Solidária, que tomou posse durante o evento.
Agenda e continuidade dos debates
A programação desta segunda-feira incluiu uma roda de conversa mediada pela presidente do IDAH, Mary Cohen. No período da tarde, a partir das 14h30, o debate se estende à Universidade Federal do Pará, onde o padre participa de uma conferência aberta ao público sobre “Infâncias e as desigualdades sociais”. O evento reforça o papel da academia no debate sobre a exclusão social e a proteção de crianças e adolescentes.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações. Para acompanhar mais notícias sobre direitos humanos e o cotidiano da região, continue ligado no Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade e a variedade de temas que impactam a sociedade.
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