Ação integrada reforça proteção às mulheres no oeste paraense
A segunda fase da Operação Escudo Feminino, realizada nos dias 18 e 19, intensificou o combate à violência doméstica em todo o estado do Pará. A mobilização, que contou com a participação de cerca de 900 agentes de segurança pública, focou na fiscalização rigorosa de medidas protetivas e no atendimento especializado às vítimas, buscando garantir a efetividade das decisões judiciais e a integridade física das mulheres ameaçadas.
No oeste do Pará, a atuação das forças policiais foi estratégica, abrangendo seis municípios da região. Segundo dados consolidados pelo Comando de Policiamento Regional (CPR-1), o trabalho de campo resultou em um balanço expressivo de 92 visitas realizadas. Entre as ações, destacam-se o acompanhamento de vítimas que realizaram denúncias, a comunicação oficial de deferimento de medidas protetivas e a fiscalização ativa para assegurar que os agressores não se aproximassem das protegidas.
Prisões em flagrante marcam a operação na região
O rigor da fiscalização durante a operação culminou em prisões importantes para a segurança das vítimas. Em Terra Santa, foram registradas quatro prisões em flagrante motivadas pelo descumprimento de medidas protetivas de urgência. Já no município de Oriximiná, as autoridades efetuaram uma prisão em flagrante pelo mesmo crime, demonstrando a prontidão das equipes em responder a violações contra a mulher.
Essas detenções reforçam o papel da polícia na garantia de que a justiça seja cumprida. O descumprimento de uma medida protetiva é uma infração grave que coloca em risco a vida da vítima, e a presença ostensiva das forças de segurança atua tanto na repressão quanto na prevenção de novos episódios de violência doméstica e familiar.
Balanço estadual e o compromisso com a segurança
A nível estadual, a operação, lançada pela governadora Hana Ghassan, apresentou números robustos. Em apenas dois dias, foram realizados mais de mil atendimentos, com a fiscalização de 570 medidas protetivas e o registro de 138 ocorrências atendidas pelo Centro Integrado de Operações (Ciop). Além disso, a ação resultou na apreensão de três armas de fogo, retirando instrumentos de risco de circulação.
A integração entre as polícias Civil e Militar, aliada ao monitoramento constante, é apontada pelo governo como o pilar para a redução dos índices de violência contra a mulher. A operação Escudo Feminino não se limita apenas ao momento da denúncia, mas estende-se ao acompanhamento contínuo da rede de proteção, essencial para romper o ciclo de abusos.
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