Acolhimento como parte essencial do tratamento hospitalar
O cuidado em saúde vai muito além da administração de medicamentos e procedimentos clínicos. No Hospital Ophir Loyola, localizado no bairro do Jurunas, em Belém, essa premissa é colocada em prática através de ações que buscam fortalecer os laços afetivos e o bem-estar emocional. Recentemente, o Centro de Cuidados Paliativos Oncológicos (CCPO-HOL) promoveu uma programação especial dedicada às mães pacientes, reforçando a importância do suporte humanizado em momentos de vulnerabilidade física e espiritual.
Sob o tema “Mãe: amor que permanece”, a iniciativa buscou oferecer um refúgio de carinho dentro do ambiente hospitalar. A programação incluiu atividades de integração, como a exposição de um mural temático, apresentações musicais e a entrega de lembranças, como rosas e cartões personalizados. O objetivo central foi proporcionar um espaço de escuta e convivência, permitindo que pacientes e familiares pudessem compartilhar experiências e fortalecer vínculos em um período marcado por desafios intensos.
O papel do CCPO na assistência oncológica no Pará
O CCPO-HOL destaca-se como o primeiro centro especializado em cuidados paliativos oncológicos da região Norte. Com uma estrutura composta por 30 leitos, a unidade oferece suporte de terapia semi-intensiva e um ambiente projetado para garantir conforto e segurança. A atuação do centro é multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais que trabalham de forma integrada.
Segundo a doutora Daia Hausseler, coordenadora do CCPO-HOL, a humanização é um dos pilares fundamentais da unidade. “Nosso objetivo é proporcionar acolhimento e qualidade de vida aos pacientes e seus familiares, valorizando não apenas o cuidado clínico, mas também os aspectos emocionais, sociais e espirituais que fazem parte desse processo”, afirma. Além da assistência hospitalar, o centro oferece atendimento ambulatorial e domiciliar, garantindo que o controle de sintomas e o suporte psicológico continuem mesmo fora do ambiente hospitalar.
Reflexão e legado de afeto entre pacientes
A programação, que se estendeu por toda a semana, contou com momentos de grande emoção, como a missa celebrada pelo padre Cláudio Pighin, que homenageou tanto as pacientes quanto as servidoras da instituição. Para muitas mulheres, como a paciente Vera Lúcia, de 52 anos, essas ações representam um alento necessário durante o tratamento oncológico.
Em um depoimento tocante, Vera Lúcia destacou a importância de valorizar o amor materno para além das datas comemorativas. “Que todos os dias as pessoas possam amar sua mãe, zelar por ela, cuidar, abraçar, porque não é fácil as noites e os dias que uma mãe enfrenta para criar, cuidar e colocar seus filhos no caminho certo”, ressaltou. O depoimento reforça a missão do hospital de não apenas tratar a doença, mas de acolher a história de vida de cada indivíduo.
Compromisso com o ensino e o SUS
Além do atendimento direto aos pacientes, o CCPO desempenha um papel estratégico na formação de novos profissionais de saúde. O espaço funciona como campo de ensino para a Residência Multiprofissional em Oncologia, contribuindo para o desenvolvimento de pesquisas e práticas assistenciais que fortalecem o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao ampliar o acesso aos cuidados paliativos especializados, o Hospital Ophir Loyola reafirma seu compromisso com a excelência e a humanização no atendimento público.
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