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HRBA inova e fortalece a comunicação humanizada com pacientes não verbais no Pará

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Imagem gerada com IA
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O Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), localizado em Santarém, no oeste do Pará, tem se destacado por uma iniciativa inovadora que visa aprimorar o atendimento e a dignidade de pacientes com dificuldades de fala. Por meio do setor de psicologia, a unidade implementou o uso de pranchas de comunicação assertiva, uma ferramenta que tem se mostrado crucial para que pacientes não verbais possam expressar seus sentimentos, necessidades e percepções durante o tratamento.

Essa abordagem reforça o compromisso do HRBA com a humanização do cuidado em saúde, garantindo que a barreira da comunicação não impeça a compreensão integral do paciente pela equipe multiprofissional. A iniciativa não apenas facilita o dia a dia hospitalar, mas também promove um ambiente de maior acolhimento e respeito às individualidades de cada pessoa em tratamento.

A Voz que se Revela: A Experiência de Luan Gabriel

Entre os beneficiados pela nova ferramenta está Luan Gabriel Castro, um adolescente de 15 anos que reside na unidade desde 2011. Há cerca de dois meses, Luan passou a utilizar as pranchas de comunicação, que se tornaram um elo vital entre ele e a equipe de saúde. Durante as interações, a psicóloga apresenta imagens na prancha, e Luan responde com movimentos sutis, como piscar os olhos para indicar “sim” ou permanecer imóvel para “não”.

Essa metodologia permite que o jovem comunique uma vasta gama de emoções, desde felicidade e tristeza até irritação, além de expressar preferências, necessidades básicas e comportamentos. Sua mãe, Eliana Castro, ressalta a importância da iniciativa para a qualidade de vida do filho. “É muito importante para ele. Mesmo conseguindo se comunicar com médicos e a enfermagem, essa ferramenta facilita ainda mais. Como ele perdeu parte dos movimentos, confirma as respostas piscando os olhos e, quando não quer algo, mexe a boca. Graças a Deus, os profissionais conseguem se comunicar bem com ele”, afirmou Eliana, evidenciando a transformação que a ferramenta trouxe para a interação de Luan com o ambiente hospitalar.

Ampliando o Alcance da Comunicação Humanizada no HRBA

As pranchas de comunicação assertiva são empregadas em um espectro amplo de pacientes não verbais. Isso inclui moradores da unidade, indivíduos traqueostomizados, pacientes em pós-operatório ou aqueles com outras condições clínicas que dificultam a fala. O objetivo central é desmistificar a comunicação e permitir um fluxo mais eficiente de informações entre o paciente e a equipe multiprofissional.

A psicóloga Juliana Machado explica que a ferramenta é fundamental para ampliar a capacidade de escuta da equipe. “Utilizamos as pranchas para facilitar a expressão dos pacientes. Elas trazem emoções, comportamentos, níveis de dor e necessidades básicas representadas por imagens. Alguns conseguem apontar respostas; outros utilizam movimentos como piscar os olhos ou balançar a cabeça. A partir disso, conseguimos interagir melhor, validar o que o paciente sente e acompanhar seu estado emocional”, detalha Machado. Essa abordagem permite que a equipe identifique com maior precisão emoções, níveis de dor e necessidades básicas, resultando em um cuidado mais individualizado e eficaz. Para mais informações sobre a importância da comunicação na saúde, consulte fontes como o Ministério da Saúde.

Um Cuidado Integral e Digno para o Oeste Paraense

A iniciativa das pranchas de comunicação não se restringe apenas ao setor de psicologia. Técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos do HRBA também incorporaram o recurso em sua rotina assistencial. As pranchas são mantidas ao lado do leito dos pacientes, facilitando a comunicação contínua e permitindo que os profissionais identifiquem rapidamente, por exemplo, se o paciente está sentindo dor ou se encontra confortável.

O Hospital Regional do Baixo Amazonas é uma referência em atendimentos de média e alta complexidade, servindo a uma população de cerca de 1,4 milhão de pessoas distribuídas em 29 municípios do oeste paraense. A implementação dessas práticas reforça o compromisso da unidade com a humanização do cuidado em saúde, um pilar essencial para um tratamento completo.

Matheus Coutinho, diretor-geral do HRBA, enfatiza que ações como essa são cruciais para garantir a dignidade dos pacientes. “O paciente precisa ser compreendido durante todo o tratamento. Essa ação do setor psicossocial dá voz aos usuários, inclusive àqueles que não conseguem se comunicar pela fala. Eles podem expressar como se sentem e o que precisam, permitindo que a equipe atenda de forma mais adequada, com valorização e humanização”, destaca Coutinho, sublinhando o impacto positivo da iniciativa na qualidade do atendimento.

O HRBA, que pertence ao Governo do Pará e é gerido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), continua a investir em abordagens que colocam o paciente no centro do cuidado, promovendo não apenas a recuperação física, mas também o bem-estar emocional e a dignidade. Para acompanhar outras notícias relevantes e contextualizadas sobre saúde, inovação e temas de interesse regional e nacional, continue acessando o Portal Pai D’Égua, seu portal de informação de qualidade e credibilidade.

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