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Morte de adolescente em ciclofaixa de Belém: atropelamento de Clara Yasmin gera comoção e debate sobre trânsito

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Imagem gerada com IA
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A capital paraense foi palco de uma tragédia que reacendeu o debate sobre a segurança viária e a vulnerabilidade dos ciclistas. Na última sexta-feira (24), a adolescente Clara Yasmin Sousa, de apenas 14 anos, perdeu a vida após ser atropelada enquanto trafegava pela ciclofaixa da Avenida Senador Lemos, no bairro da Sacramenta, em Belém. O incidente, que resultou em sua morte, gerou profunda comoção e levantou questionamentos urgentes sobre as condições de mobilidade urbana e a proteção dos usuários de bicicleta na cidade.

Clara, que sonhava em ser médica veterinária e completaria 15 anos ainda este ano, havia acabado de sair da escola quando o acidente fatal ocorreu. Sua partida prematura não apenas mergulhou a família em luto, mas também mobilizou a comunidade e ativistas por um trânsito mais seguro, culminando em atos de protesto e pedidos de justiça.

O trágico acidente e os momentos de desespero

O atropelamento de Clara Yasmin aconteceu na tarde da última sexta-feira (24), nas proximidades da Travessa Perebebui. Segundo relatos apurados, a jovem estava em sua bicicleta na ciclofaixa quando foi atingida por um carro de passeio, um Fiat Toro de cor branca. Testemunhas no local indicaram que a adolescente seguia para casa após suas atividades escolares.

Após o impacto inicial, a condutora do veículo teria acelerado, arrastando a vítima por uma distância. Imagens que circularam nas redes sociais e na imprensa mostram o momento em que a motorista desce do carro e observa a jovem no chão, em uma cena de desespero que precedeu o socorro. Apesar dos esforços, Clara não resistiu aos ferimentos e faleceu. Equipes da Guarda Municipal foram as primeiras a atender a ocorrência, enquanto agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel) atuaram na organização do trânsito, que ficou lento na região.

A dor da família e o clamor por justiça

O velório de Clara Yasmin foi realizado na manhã de sábado (25), na Igreja de São Sebastião, reunindo um grande número de familiares e amigos que buscavam conforto e prestavam suas últimas homenagens. A mãe da adolescente, Josilene Souza, em entrevista ao Grupo Liberal, compartilhou a angústia de receber a notícia e a dor de ver a filha ainda com vida no local do acidente. “Só deu tempo dela me olhar e dizer: ‘Obrigada, mãe, por tudo’”, relatou Josilene, em um testemunho comovente.

Josilene expressou a profunda tristeza pela perda de sua filha única, uma menina dedicada aos estudos na Escola Salesiana do Trabalho, que nutria grandes sonhos. “Ela dizia que queria se formar, trabalhar e me dar orgulho. Tinha muitos sonhos”, contou a mãe, ressaltando a doçura e o amor que Clara representava para a família. A família não teve contato direto com a motorista envolvida no acidente, e Josilene afirmou: “Eu sei que foi uma fatalidade, mas nada vai trazer minha filha de volta.”

A condutora, a investigação e a legislação de trânsito

A motorista envolvida no atropelamento se apresentou espontaneamente na Seccional da Sacramenta, onde prestou depoimento à Polícia Civil. Sua identidade não foi divulgada pelas autoridades. Um boletim de ocorrência por homicídio culposo, caracterizado pela ausência de intenção de matar, foi registrado. Após os procedimentos legais, a condutora foi liberada, conforme as determinações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A Polícia Civil, em comunicado, esclareceu que “a motorista do veículo permaneceu no local, acionou o socorro e, em seguida, se apresentou espontaneamente na unidade policial para prestar esclarecimentos, sendo liberada em seguida, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Um boletim de ocorrência por homicídio culposo foi registrado, e perícias foram solicitadas para auxiliar nas investigações”. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do acidente, com a solicitação de perícias técnicas essenciais para a apuração dos fatos.

Mobilização social e o futuro da segurança no trânsito em Belém

A morte de Clara Yasmin não ficou restrita ao âmbito familiar e policial. Na noite da última segunda-feira (27), a comunidade ciclista de Belém e apoiadores organizaram uma bicicletada em homenagem à adolescente e como forma de protesto. A concentração teve início em frente ao Theatro da Paz, de onde os participantes seguiram até o local do acidente, na Avenida Senador Lemos.

O ato público foi um clamor por justiça para Clara e, simultaneamente, um pedido veemente por mais segurança para todos que utilizam a bicicleta como meio de transporte na capital paraense. O caso de Clara Yasmin lança luz sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para a proteção dos ciclistas, a melhoria da infraestrutura cicloviária e a conscientização de motoristas e pedestres para um trânsito mais humano e seguro. A discussão sobre a segurança no trânsito e a coexistência pacífica entre diferentes modais de transporte é fundamental para evitar que novas tragédias como a de Clara se repitam.

O Portal Pai D’Égua continuará acompanhando de perto os desdobramentos deste caso e de outras notícias que impactam a vida dos paraenses. Mantenha-se informado com nossa cobertura completa, que traz informação relevante, atual e contextualizada sobre os mais diversos temas. Nosso compromisso é com a credibilidade e a qualidade da informação para você, leitor.

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