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Usina a diesel de Afuá é desativada para integração ao Sistema Interligado Nacional

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uma transição energética neste domingo (26) com a desativação da usina a diesel
Reprodução G1

O município de Afuá, localizado no coração do Arquipélago do Marajó, no Pará, vivenciou uma transição energética histórica neste domingo (26). A usina a diesel que por anos supriu a demanda local foi desativada, marcando a integração da cidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Este movimento representa um avanço significativo para a região, prometendo uma nova era de fornecimento de energia mais estável, limpa e com potencial para impulsionar o desenvolvimento.

A mudança, que exigiu uma interrupção programada no fornecimento de energia na área urbana, entre 08h55 e 15h05, é parte de um esforço maior para modernizar a matriz energética do Pará e, em especial, do Marajó. A dependência de geradores a diesel em localidades remotas, embora necessária por décadas, acarreta custos elevados, desafios logísticos e um impacto ambiental considerável. A conexão ao SIN surge como uma solução estratégica para superar essas barreiras.

A transição energética em Afuá: mais oferta e desenvolvimento

A integração de Afuá ao Sistema Interligado Nacional é um marco que vai além da simples substituição de uma fonte de energia. Conforme explicou Yuri Salame, gerente de obras e manutenção da concessionária de energia, o principal benefício imediato para os moradores e para a economia local será a “maior oferta de energia”. Essa expansão na capacidade de fornecimento é crucial para o crescimento de qualquer comunidade, especialmente em regiões que buscam superar desafios de infraestrutura.

A garantia de uma energia mais abundante e confiável abre portas para o desenvolvimento local em diversas frentes. Salame destaca que a nova realidade permitirá a instalação de novos empreendimentos, como escolas e creches, essenciais para o avanço social e educacional. Além disso, a chegada de negócios de grande porte se torna mais viável, o que pode gerar empregos, renda e dinamizar a economia de Afuá, historicamente dependente de atividades mais tradicionais.

No entanto, para os consumidores, o valor da conta de luz não sofrerá alterações diretas em decorrência da mudança. Salame esclareceu que “não haverá modificação na tarifa”, pois os valores pagos pelos clientes continuam a seguir as definições da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e as bandeiras tarifárias vigentes, independentemente de a geração ser local ou via sistema interligado. Para as comunidades ribeirinhas, que já contam com um modelo de atendimento baseado em geração fotovoltaica remota (energia solar), o sistema permanece inalterado, reforçando a aposta em soluções sustentáveis para áreas isoladas.

Impacto ambiental e a modernização da infraestrutura

Um dos aspectos mais relevantes da desativação da usina a diesel em Afuá é o ganho ambiental. A substituição da geração de energia por combustíveis fósseis por fontes provenientes do SIN, que possui uma matriz energética mais diversificada e com maior participação de fontes renováveis, resulta em uma significativa redução na emissão de gases do efeito estufa. Estima-se que a medida evitará a emissão de 440 toneladas de CO₂ por mês, o que se traduz em mais de 5.200 toneladas anuais de dióxido de carbono que deixarão de ser lançadas na atmosfera.

Essa redução é fundamental para os esforços de combate às mudanças climáticas, especialmente em uma região tão vital para o equilíbrio ambiental global como a Amazônia. A Equatorial, responsável pela operação, detalhou que o processo de migração envolveu um robusto reforço na rede elétrica, a instalação de novos equipamentos de transmissão e distribuição, e a adequação da área da antiga usina, que foi transformada na nova subestação de Afuá. Essas melhorias na infraestrutura são essenciais para garantir a estabilidade e a qualidade do fornecimento de energia.

Durante o período de transição, a concessionária emitiu recomendações importantes para a segurança dos moradores e a proteção de seus equipamentos. A orientação foi para que os consumidores desligassem o disjuntor geral de seus imóveis, prevenindo possíveis danos a aparelhos eletrônicos. Além disso, por questões de segurança, foi enfaticamente desaconselhada qualquer intervenção na rede elétrica por parte de não profissionais, alertando que o fornecimento poderia ser restabelecido antes do horário previsto. Para dúvidas e emergências, a Equatorial disponibilizou seus canais de atendimento, como a Central 0800 091 0196 e o WhatsApp (91) 3217-8200.

O futuro da energia no Arquipélago do Marajó

A iniciativa em Afuá não é um caso isolado, mas sim parte de um cronograma estratégico mais amplo da distribuidora de energia para o estado do Pará. Desde 2012, um total de 23 usinas a diesel já foram desativadas em diversas localidades paraenses, demonstrando um compromisso contínuo com a modernização e a sustentabilidade energética.

O plano da Equatorial é ambicioso: desativar todas as usinas remanescentes no Marajó até o ano de 2027. Essa meta visa transformar a realidade energética do arquipélago, garantindo que mais municípios tenham acesso à energia do SIN. Além de Afuá, outras localidades já têm previsão de interligação ainda para o ano de 2026, incluindo Muaná, São Sebastião da Boa Vista e Anajás. Essa expansão representa um passo crucial para a integração plena do Marajó ao sistema elétrico nacional, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico e ambiental de uma das regiões mais emblemáticas do Brasil.

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Fonte: g1.globo.com

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