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Recém-nascido aguarda há 22 dias por UTI em Belém, mesmo com ordem judicial

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que mesmo com uma decisão da Justiça, o filho ainda não foi transferido, nem há
Reprodução G1

Em uma situação angustiante, a engenheira agrônoma Laysa Almeida enfrenta a espera desesperadora pela transferência de seu filho recém-nascido para uma unidade de terapia intensiva (UTI). O bebê, que nasceu com marcas roxas pelo corpo e problemas cardíacos, está internado há 22 dias na Maternidade do Povo, em Belém, sem que a decisão judicial que determina sua transferência tenha sido cumprida.

O parto ocorreu em 21 de março, e Laysa não teve a oportunidade de segurar seu filho, uma experiência que ela descreve como “uma das mais dolorosas da minha vida”. A mãe expressa seu desespero ao ver o filho lutando pela vida enquanto aguarda por um leito adequado. “Eu só quero que meu filho tenha a chance de viver”, desabafa.

A ordem judicial e a falta de ação

A Justiça determinou que o bebê fosse transferido para um hospital apropriado, com os custos cobertos pelo Poder Público, e estabeleceu uma multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento. Apesar de uma nova decisão da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, que exigia a transferência em até 24 horas, a situação permanece inalterada, segundo Laysa.

“Como mãe, é impossível aceitar. Não é só sobre demora ou erro médico, é sobre abandono. É ver um filho lutar pela vida enquanto o sistema falha em agir”, afirma a mãe, que tem recorrido a diferentes instâncias desde o dia 6 de abril.

Resposta das autoridades

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que está tomando medidas para facilitar a transferência do paciente, acionando os órgãos competentes. No entanto, até o momento, o bebê continua a aguardar um leito no Sistema Estadual de Regulação (SER).

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) foi contatada para comentar a situação, mas não respondeu até a última atualização da reportagem. A Maternidade do Povo, onde o bebê está internado, é uma instituição privada que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios, mas não se manifestou sobre o caso.

Histórico do caso

Laysa, residente em Capitão Poço, a 216 km de Belém, chegou à Santa Casa de Misericórdia, referência na rede estadual de saúde, em 19 de março, com 39 semanas de gestação e muitas dores. Apesar de seus sinais de alerta, foi classificada como caso de baixo risco e esperou mais de 12 horas para ser atendida. A transferência para a Maternidade do Povo ocorreu após a constatação de que os batimentos cardíacos do bebê estavam falhando.

A cesariana de emergência foi realizada na madrugada de 21 de março, e o bebê foi imediatamente levado para a UTI neonatal. O pedido de leito especializado foi feito em 25 de março, mas não foi atendido até agora. Laysa continua sem um diagnóstico claro para seu filho, que necessita de cuidados intensivos.

Impacto social e cultural

Esse caso expõe as falhas do sistema de saúde pública no Brasil, onde a falta de leitos e a burocracia podem custar vidas. A espera de Laysa por um leito de UTI não é um caso isolado, mas reflete um problema mais amplo que afeta muitas famílias em situações semelhantes. A luta dela por justiça e por uma chance de vida para seu filho ressoa com a dor de muitas mães que enfrentam desafios semelhantes.

Enquanto a situação não é resolvida, a história de Laysa e seu filho continua a ser um chamado à ação para as autoridades e para a sociedade, ressaltando a urgência de reformas no sistema de saúde que garantam o direito à vida e ao atendimento adequado.

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