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Queda nos preços da castanha-do-pará no Baixo Amazonas em abril

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saca. Cidades que registravam valores mais altos, como Almeirim (R$ 337,50; qued
Reprodução G1

Um levantamento realizado nos dias 6 e 7 de abril revelou uma significativa queda nos preços da saca de 60 quilos da castanha-do-pará em diversos municípios da região do Baixo Amazonas. As reduções, que variaram entre 16,67% em Santarém e 16,59% em Óbidos, refletem a dinâmica do mercado durante o período de safra, quando a oferta do produto aumenta consideravelmente.

Aumento da oferta e impacto nos preços

De acordo com especialistas, a principal razão para essa diminuição nos preços é o aumento da oferta da castanha-do-pará, que ocorre naturalmente nessa época do ano. O professor Luiz Gonzaga Feijão da Silva, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), explica que “o movimento é observado de forma generalizada na região. Com a intensificação da coleta, há maior volume de castanha disponível no mercado, o que aumenta a concorrência entre vendedores e pressiona os preços para baixo”.

Tendência de alinhamento regional

Os dados coletados também indicam uma tendência de aproximação dos preços entre os municípios, em direção à média regional de R$ 300,97 por saca. Cidades que anteriormente apresentavam preços mais altos, como Almeirim, que registrou R$ 337,50 (queda de 3,57%), e Oriximiná, com R$ 330,00 (queda de 5,71%), estão se aproximando dessa média. Por outro lado, municípios com preços mais baixos, como Santarém (R$ 275,00; queda de 16,67%) e Monte Alegre (R$ 270,00; queda de 10%), também seguem essa tendência de ajuste.

Fatores que influenciam as flutuações de preços

O pesquisador Luiz Gonzaga ressalta que, embora haja uma tendência de alinhamento, diferenças de preços entre os municípios ainda devem persistir. Fatores como custos de transporte e a logística de distribuição influenciam diretamente nos valores praticados. “O mercado da castanha-do-pará é sensível à quantidade ofertada e apresenta comportamento típico de ajuste sazonal, em que o aumento da produção leva à queda dos preços e à convergência dos valores praticados entre os municípios”, afirma.

Monitoramento e apoio institucional

O monitoramento mensal dos preços da castanha-do-pará é realizado pelo projeto SBDiversidade Contas Regionais, da Ufopa, em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). A iniciativa conta com o apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), que visa promover o desenvolvimento sustentável da região e garantir a valorização dos produtos locais.

Com a queda nos preços, muitos produtores e comerciantes da região do Baixo Amazonas estão atentos às oscilações do mercado, buscando se adaptar às novas condições e garantir a sustentabilidade de suas atividades. A castanha-do-pará continua sendo uma das principais fontes de renda para centenas de famílias na região, e as mudanças nos preços podem ter um impacto significativo em suas economias.

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