Brasil e Estados Unidos anunciaram um novo acordo de cooperação mútua que visa intensificar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A parceria foi formalizada durante uma reunião entre autoridades dos dois países, realizada no Ministério da Fazenda, e tem como objetivo principal o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas, utilizando tecnologia digital para facilitar investigações.
A colaboração entre a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection (CBP) permitirá um fluxo constante de dados sobre operações de fiscalização, possibilitando a identificação de padrões, rotas e conexões entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
Importância da parceria
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que essa iniciativa representa um passo significativo após conversas entre os presidentes Lula e Trump, enfatizando a necessidade de ações coordenadas para combater o crime organizado. “Com o compartilhamento qualificado de informações, teremos melhores condições de atuar tanto na origem quanto no destino das cargas ilícitas”, afirmou Durigan.
O acordo se torna ainda mais relevante diante do aumento das apreensões de drogas e armas, que têm se tornado um desafio crescente para as autoridades. O ministro ressaltou que a troca de informações entre as aduanas dos dois países será fundamental para enfrentar as táticas cada vez mais sofisticadas utilizadas por organizações criminosas.
Tecnologia a favor da fiscalização
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que o uso de tecnologias como o raio-x tem contribuído para um aumento significativo nas apreensões. “Todos os contêineres que saem do Brasil são escaneados, o que facilita a identificação de armamentos e peças destinadas à montagem de armas”, explicou.
“As organizações criminosas têm adotado a estratégia de enviar peças em vez de armas completas, o que tem resultado em um aumento nas apreensões de componentes”, completou Barreirinhas.
Nos últimos 12 meses, mais de 1.100 armas e peças de armamentos foram apreendidas nas aduanas brasileiras. Além disso, no primeiro trimestre de 2026, foram confiscadas mais de 1.500 toneladas de drogas, principalmente substâncias sintéticas e haxixe.
Programa Desarma: um passo à frente
Uma das principais iniciativas decorrentes do acordo é o lançamento do Programa Desarma, um sistema informatizado que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Este programa registra informações detalhadas sobre produtos apreendidos, como material, origem, dados logísticos e números de série, permitindo um mapeamento mais eficaz das redes ilícitas de comércio internacional de armas.
Com essa ferramenta, as autoridades poderão identificar rapidamente a origem de produtos relacionados a armas e explosivos, facilitando o combate ao tráfico internacional.
Desdobramentos e repercussão
A implementação desse acordo pode ter um impacto significativo na segurança pública, não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos, onde o tráfico de drogas e armas é uma preocupação constante. A colaboração entre os dois países pode servir como um modelo para futuras parcerias internacionais no combate ao crime organizado.
Além disso, a repercussão nas redes sociais tem sido positiva, com muitos usuários destacando a importância de ações conjuntas para enfrentar o tráfico e a violência associada. A expectativa é que esse acordo traga resultados concretos nos próximos meses, contribuindo para um ambiente mais seguro para a população.
O Portal Pai D’Égua continuará acompanhando os desdobramentos dessa parceria e outros temas relevantes, sempre comprometido com a informação de qualidade.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br