Na manhã da última quarta-feira (8), a Polícia Civil do Estado do Pará prendeu um homem no município de Muaná, localizado no arquipélago do Marajó. Ele é suspeito de ter tentado matar sua companheira em um ato de violência doméstica, ocorrido em fevereiro deste ano.
As investigações indicam que o crime aconteceu no dia 22 de fevereiro, quando o suspeito agrediu a vítima com diversos objetos, começando por uma vassoura, que ele utilizou para atingir a cabeça da mulher. A violência escalou com o uso de um pedaço de madeira e, por fim, um banco, demonstrando uma brutalidade crescente durante o ataque.
A agressão só foi interrompida graças à intervenção de uma terceira pessoa. A mulher foi socorrida e levada a um hospital, onde um laudo pericial constatou ferimentos cortantes na região craniana, além de múltiplos hematomas e lesões de defesa, indicando que ela tentou se proteger das agressões.
No dia do crime, a polícia se deslocou por via fluvial até a localidade na tentativa de prender o suspeito em flagrante, mas ele conseguiu fugir para uma área de mata ao perceber a aproximação dos agentes.
Investigação e prisão do suspeito
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem, a qual foi autorizada pela Justiça e cumprida nesta semana, com o apoio da Guarda Municipal. A delegada Ariely Furlan, responsável pelo caso, destacou a seriedade da situação e o trabalho investigativo que levou à prisão do suspeito.
“A Polícia Civil do Estado do Pará, através da Delegacia de Polícia Civil de Muaná, com o apoio da Guarda Municipal, deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pelo juízo da Comarca de Muaná por um crime de tentativa de feminicídio ocorrido no município no dia 22 de fevereiro de 2026”, afirmou a delegada. Ela detalhou que o autor utilizou uma série de objetos para agredir a vítima, causando lesões significativas na região craniana.
Testemunhas e evidências
Um elemento crucial para a elucidação do caso foi o testemunho do filho da vítima. Durante as investigações, ele relatou as agressões que sua mãe sofreu e informou que os ataques só cessaram quando uma terceira pessoa interveio, prestando socorro e levando a mulher ao hospital municipal.
O laudo pericial confirmou a gravidade das lesões, identificando hematomas pelo corpo da vítima e lesões de defesa nos braços, que indicam que ela tentou se proteger durante o ataque. A delegada enfatizou a importância dessas evidências para a responsabilização do agressor.
A resposta da polícia e o compromisso com a proteção das mulheres
A delegada também explicou que, no dia do crime, a polícia tentou capturar o suspeito em flagrante, mas ele conseguiu escapar para a mata. Após a conclusão do inquérito, a prisão preventiva foi solicitada e deferida pela Justiça, com parecer favorável do Ministério Público.
“A Polícia Civil reafirma que agirá com firmeza para proteger mulheres de violência doméstica e responsabilizar seus agressores”, concluiu Ariely Furlan, ressaltando o compromisso da instituição em combater a violência contra a mulher.
Fonte: oliberal.com