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Insegurança no Umarizal assusta moradores que registram furtos e invasões em clínica abandonada

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pessoas em situação de rua, que estariam utilizando o espaço para ações criminos
Reprodução Oliberal

Moradores do bairro do Umarizal, em Belém, vivem momentos de apreensão e medo diante de uma crescente onda de furtos e invasões que tem perturbado a tranquilidade da região. A principal preocupação da comunidade se concentra na rua Bernal do Couto, onde uma antiga clínica de hemodiálise, desativada e agora ocupada irregularmente, é apontada como o epicentro das ações criminosas. A situação é tão crítica que os próprios residentes têm registrado vídeos e imagens das atividades suspeitas, buscando evidências para as denúncias que já foram formalizadas.

A Escalada da Insegurança e o Medo Constante

A rotina dos moradores da rua Bernal do Couto foi drasticamente alterada pela sensação de vulnerabilidade. Relatos de furtos e invasões se acumulam, gerando um clima de pânico generalizado. Um residente, que preferiu manter o anonimato por segurança, descreveu a gravidade dos incidentes. Há cerca de um mês, seu próprio apartamento foi invadido por volta das cinco da manhã, enquanto a família dormia. Na ocasião, foram levados bens como computador, tablet e até mesmo o carro, evidenciando a audácia dos criminosos.

O medo se intensifica, especialmente durante a madrugada, quando a vizinhança se sente mais exposta. “A gente fica à mercê. Quando chego em casa à noite, já fico tenso, olhando para todos os lados. Depois do que aconteceu comigo, qualquer barulho já assusta”, desabafou o morador. A constante vigilância e a perda da paz noturna são reflexos diretos dessa escalada da criminalidade, que tem transformado a vida cotidiana dos habitantes do Umarizal.

O Foco do Problema: A Clínica Abandonada e Suas Consequências

A antiga clínica de hemodiálise, localizada na confluência da rua Bernal do Couto com a travessa Dom Romualdo de Seixas, tornou-se o ponto nevrálgico da crise de segurança. Desativada há algum tempo, o imóvel foi ocupado por pessoas em situação de rua e, segundo os moradores, por usuários de substâncias entorpecentes, que teriam transformado o local em base para suas atividades ilícitas. Vídeos gravados pelos próprios residentes mostram indivíduos entrando e saindo do prédio, e até mesmo subindo no telhado para observar as propriedades vizinhas.

Essa estratégia de observação e acesso facilitado pelo telhado tem sido crucial para a execução dos crimes. Um boletim de ocorrência registrado na manhã deste domingo (5) detalha que, desde o dia 28 de março, o imóvel abandonado tem sido utilizado para práticas como depredação, furto de materiais e permanência irregular. O documento aponta que os suspeitos teriam acessado o telhado da estrutura para invadir imóveis adjacentes. No dia 4 deste mês, um prédio vizinho foi alvo de assalto, com os invasores utilizando o acesso pelo teto, confirmando a preocupação dos moradores.

Riscos Adicionais e as Ações da Comunidade em Busca de Soluções

Além da insegurança patrimonial e pessoal, a ocupação irregular da clínica abandonada levanta sérias preocupações sanitárias e estruturais. Materiais remanescentes da antiga clínica estariam sendo retirados do local e espalhados pela rua, gerando um risco potencial de contaminação. “A gente nem sabe se esse material está contaminado. Isso é muito grave, é um risco para todo mundo aqui”, alertou um morador. O boletim de ocorrência também menciona danos estruturais no imóvel, como o comprometimento de encanamentos e da base do sistema de água, o que agrava o cenário de risco à saúde pública.

Diante da gravidade da situação, a comunidade tem se mobilizado ativamente. As denúncias foram formalizadas em boletins de ocorrência, e a polícia foi acionada em diversas ocasiões. Um dos suspeitos chegou a ser conduzido por uma guarnição da Polícia Militar no dia 29 de março, mas os moradores cobram ações mais efetivas e duradouras. Em um esforço conjunto, a vizinhança está organizando um abaixo-assinado, que será encaminhado à seccional urbana responsável pela área. O documento tem como objetivo solicitar providências urgentes, incluindo o isolamento definitivo do prédio abandonado e o reforço no policiamento local.

O Apelo por Segurança e a Necessidade de Respostas Urgentes

A comunidade do Umarizal clama por uma intervenção decisiva das autoridades para restabelecer a segurança e a tranquilidade no bairro. A persistência da ocupação irregular da clínica e a consequente onda de crimes mantêm os moradores em estado de alerta constante. “A gente está pedindo ajuda. Enquanto esse lugar continuar aberto, a gente vai continuar exposto”, desabafou um residente, expressando o sentimento de desamparo que permeia a vizinhança. A expectativa é que as denúncias e o abaixo-assinado impulsionem medidas concretas que garantam a proteção dos cidadãos e a resolução definitiva do problema.

Para mais informações sobre segurança pública e as ações das autoridades no combate à criminalidade em Belém e no Pará, acesse o portal da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará.

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Fonte: oliberal.com

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