Humanização na UTI Neonatal: hospitais do Pará celebram Páscoa com ensaios fotográficos para bebês prematuros

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cionar um momento de sensibilidade e esperança para os pais, além de humanizar o
Reprodução G1

Em um gesto que transcende o cuidado clínico, hospitais do Pará promoveram ensaios fotográficos temáticos de Páscoa em suas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A iniciativa, que envolveu recém-nascidos prematuros internados, buscou trazer leveza e esperança a um ambiente de alta complexidade, fortalecendo os laços afetivos entre bebês, pais e equipes de saúde.

A ação foi realizada em importantes unidades de saúde do estado, incluindo o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), na capital paraense, e o Hospital Geral de Tailândia (HGT), no sudeste do Pará. Mais do que um simples registro, a proposta foi humanizar a experiência hospitalar, oferecendo um respiro emocional para as famílias que vivenciam a delicadeza da internação de seus filhos.

A Importância da Humanização em Ambientes de Cuidado Intensivo

A internação de um recém-nascido prematuro em uma UTI Neonatal é um período de grande apreensão e estresse para as famílias. Nesse contexto, a humanização da assistência hospitalar emerge como uma ferramenta fundamental para mitigar os impactos emocionais e psicológicos. Iniciativas como os ensaios de Páscoa transformam o ambiente, que muitas vezes é percebido como frio e técnico, em um espaço mais acolhedor e sensível.

A terapeuta ocupacional Layane Sena, do HRAS, destacou a relevância de programações temáticas para amenizar o período de internação. Segundo ela, essas ações visam ressignificar a experiência hospitalar, reduzindo o estresse e favorecendo o aspecto socioafetivo ao permitir que o olhar sobre o bebê vá além do prontuário médico. O resultado é um ambiente que fortalece os laços entre profissionais, bebês e suas famílias, contribuindo para um cuidado integral.

Ações Temáticas: Mais Que Fotos, Terapia e Afeto

No Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) foi palco da celebração pascal nesta quinta-feira. Organizada pelo Comitê de Humanização e pela equipe de Terapia Ocupacional, a ação presenteou os bebês com orelhinhas de coelho e roupas temáticas, todas confeccionadas sob rígidos protocolos de saúde e segurança hospitalar. A dona de casa Sarah Peixoto, mãe do pequeno Cosmos, internado desde fevereiro e inserido no Método Canguru, ressaltou o valor dessas iniciativas como uma distração que torna a espera mais leve.

Similarmente, a UTI Neonatal do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, referência em cardiologia neonatal, também se enfeitou para a Páscoa. A equipe multidisciplinar, com apoio da assessoria de comunicação, caracterizou os recém-nascidos com adereços de coelhinhos, buscando suavizar a experiência da internação. No Hospital Geral de Tailândia, o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) transformou o momento delicado em uma lembrança afetiva. Voluntários confeccionaram adereços como orelhinhas e cenouras, além de um painel com a mensagem “Minha primeira Páscoa”, com registros feitos pela técnica em Enfermagem e fotógrafa voluntária Cleidiane Santos.

O Impacto para Mães e Famílias: Relatos de Esperança

Para as mães, a participação em um ensaio fotográfico de Páscoa com seus filhos prematuros é um bálsamo em meio à rotina exaustiva e preocupante da UTI. Sarah Peixoto expressou que essas ações são “boas porque funcionam como uma distração. É uma forma de desfocar um pouco das dificuldades e tornar a espera mais leve”. Essa perspectiva reforça como o cuidado humanizado vai além da medicação e dos procedimentos, abraçando o bem-estar emocional de toda a família.

A coordenadora da UTI Neonatal do HGT, Silmara Almeida, que acompanhou de perto a ação, enfatizou o carinho e o significado por trás de cada detalhe. “Pensamos em tudo com muito carinho, para que fosse um momento leve e especial para as mães e seus bebês. Mesmo dentro da UTI, conseguimos criar um ambiente de afeto”, disse Silmara, destacando que os registros são uma forma de eternizar um momento tão único e, para muitas famílias, fugaz. A iniciativa no HGT contou com a participação de cinco recém-nascidos, com idades variando de quatro dias a um mês e quatorze dias, ao lado de suas mães.

Protocolos e Segurança: Cuidado Que Prioriza a Vida

É fundamental ressaltar que todas as ações foram realizadas com a máxima atenção aos protocolos de saúde e segurança hospitalar. As equipes multidisciplinares adotaram cuidados rigorosos para garantir a segurança dos recém-nascidos, respeitando o quadro clínico individual de cada bebê, o tempo de exposição e os estímulos adequados ao ambiente neonatal. A prioridade é sempre a saúde e o bem-estar dos pequenos pacientes, garantindo que a alegria do momento não comprometa a recuperação.

A humanização hospitalar, como demonstrado por essas iniciativas no Pará, é um pilar essencial na assistência à saúde, especialmente em unidades de terapia intensiva. Ela reconhece a dimensão emocional e social do paciente e de sua família, transformando a experiência da internação e contribuindo para um ambiente de cuidado mais completo e empático. Para mais informações sobre a importância da humanização na saúde, clique aqui.

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Fonte: g1.globo.com

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