Feira em Porto Trombetas impulsiona empreendedorismo feminino e lança vitrine digital

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Destaques:

  • Porto Trombetas, no Pará, sediou feira que valorizou o protagonismo econômico de mulheres amazônidas.
  • O evento marcou o lançamento de um Diagnóstico Territorial e de uma Vitrine Digital para negócios femininos.
  • A iniciativa do Projeto REMA, em parceria com a MRN, fortalece a autonomia e a rede de colaboração local.

No último dia 14 de março, o distrito de Porto Trombetas, localizado em Oriximiná, no oeste do Pará, foi palco de um evento de grande relevância para o desenvolvimento socioeconômico da região: a Feira Empreendedora do Projeto REMA. Realizada no espaço do Movimento de Educação e Cultura (MEC), a feira, que ocorreu das 14h às 20h, transcendeu a simples exposição de produtos, consolidando-se como um marco na valorização do protagonismo econômico e dos saberes ancestrais das mulheres amazônidas.

A iniciativa, cuidadosamente articulada pela Associação das Organizações das Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas (AOMTBAM) em uma parceria estratégica com a Mineração Rio do Norte (MRN), demonstrou o potencial de colaborações entre a sociedade civil organizada e o setor privado para impulsionar o desenvolvimento local sustentável. O evento não apenas celebrou a produção de empreendedoras de Oriximiná, mas também de municípios vizinhos como Terra Santa e Faro, ampliando o alcance e a representatividade da feira.

Mais que uma feira: lançamento de ferramentas estratégicas

Além da vibrante exposição de produtos que iam do artesanato à culinária típica, a Feira Empreendedora do Projeto REMA foi o cenário para o lançamento de duas ferramentas cruciais: o Diagnóstico Territorial e a Vitrine Digital. O Diagnóstico Territorial representa um estudo aprofundado das potencialidades e desafios da região, servindo como base para a formulação de políticas e ações mais assertivas no fomento ao empreendedorismo feminino. Ele mapeia recursos, demandas e oportunidades, oferecendo um panorama claro para investimentos e capacitações futuras.

Já a Vitrine Digital é uma plataforma inovadora, criada com o objetivo de catapultar a visibilidade e a comercialização dos negócios liderados por mulheres atendidas pelo projeto. Em um mundo cada vez mais conectado, a digitalização surge como um caminho para romper barreiras geográficas, permitindo que os produtos e serviços dessas empreendedoras alcancem mercados muito além das fronteiras do Baixo Amazonas. Essa ferramenta não só facilita vendas, mas também promove a troca de experiências e o fortalecimento de uma rede de apoio online, essencial para a resiliência dos pequenos negócios.

O Projeto REMA e o fortalecimento do protagonismo feminino

O Projeto Rede de Mulheres Empreendedoras Amazônidas (REMA) é a espinha dorsal dessa iniciativa. Sua atuação foca no fortalecimento do protagonismo coletivo feminino no Baixo Amazonas, reconhecendo e valorizando os saberes locais e as práticas comunitárias que são transmitidas de geração em geração. A proposta central do REMA é estimular a autonomia econômica das mulheres, oferecendo capacitação técnica, acesso a mercados e, fundamentalmente, fortalecendo as redes de colaboração nos territórios atendidos. Isso se traduz em mais segurança financeira, maior poder de decisão e uma voz mais ativa na comunidade.

A feira marcou o encerramento das atividades intensivas realizadas ao longo do ano, que incluíram diversas etapas de qualificação técnica e ações estratégicas voltadas ao fortalecimento de redes coletivas. Tais esforços são cruciais no enfrentamento da vulnerabilidade socioeconômica, um desafio persistente em muitas comunidades amazônicas. Ao capacitar e conectar essas mulheres, o Projeto REMA contribui diretamente para a construção de um futuro mais justo e equitativo.

Vozes que inspiram: a importância do reconhecimento

Para Ana Sampaio, coordenadora técnica do Projeto REMA, o evento simboliza um momento de profunda valorização das iniciativas lideradas por mulheres na região. “A feira e o lançamento dessas ferramentas estratégicas fortalecem as capacidades locais e estimulam o protagonismo coletivo. É um movimento de reconhecimento dos nossos saberes e das formas de solidariedade que sustentam a economia na nossa região”, afirmou Sampaio, ressaltando a importância de se olhar para o conhecimento tradicional e a capacidade de organização comunitária como pilares do desenvolvimento.

A repercussão de eventos como este vai além do impacto econômico imediato. Ele gera um efeito multiplicador, inspirando outras mulheres a buscarem sua autonomia, a compartilharem seus talentos e a se unirem em prol de objetivos comuns. Em uma região com desafios logísticos e sociais complexos, a união e a inovação digital se mostram como caminhos promissores para um futuro mais próspero e inclusivo.

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