Corretora gaúcha é esquartejada em Florianópolis: o que se sabe sobre o crime

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Corretora gaúcha é esquartejada em Florianópolis: o que se sabe sobre o crime

Destaques:

  • O corpo da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi encontrado esquartejado em Major Gercino (SC), dias após seu desaparecimento.
  • Três pessoas – dois vizinhos e a administradora do condomínio – foram presas, suspeitas de envolvimento no latrocínio.
  • A investigação policial aponta para roubo seguido de morte, com um dos suspeitos já foragido por crime semelhante em São Paulo.

Florianópolis, conhecida por suas belezas naturais e tranquilidade, foi palco de um crime brutal que chocou Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, natural de Alegrete (RS), foi encontrada morta e esquartejada no interior de Major Gercino, a mais de 100 quilômetros da Capital, apenas dois dias após sua família registrar o desaparecimento. O caso, tratado pela Polícia Civil como latrocínio (roubo seguido de morte), expõe uma trama complexa envolvendo vizinhos e a administradora do condomínio onde a vítima residia, no bairro Santinho, Norte da Ilha.

A vida de Luciani em Florianópolis e o alerta da família

Luciani morava sozinha em um apartamento no Santinho, uma região turística de Florianópolis. Além de corretora, atuava como administradora de imóveis e turismóloga, conforme suas redes sociais. Apesar da distância, mantinha contato diário e frequente com a família no Rio Grande do Sul, especialmente com seu irmão, Matheus Estivalet Freitas. Foi justamente essa rotina de comunicação que acendeu o alerta.

O último contato visual com Luciani ocorreu em 4 de março. Dias depois, a família começou a desconfiar quando mensagens enviadas do celular da corretora apresentavam erros gramaticais incomuns para ela. A ausência de uma mensagem de parabéns para a mãe no dia do aniversário, em 6 de março, reforçou a suspeita. Diante da falta de contato e das mensagens estranhas, o desaparecimento foi oficialmente registrado na segunda-feira, 11 de março.

A investigação e a chegada aos suspeitos

A Polícia Civil agiu rapidamente. A pista inicial surgiu de compras realizadas utilizando o CPF da vítima após seu desaparecimento. Monitorando os endereços de entrega desses produtos em Florianópolis, os investigadores abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas encomendas. Ele revelou que os itens eram para seu irmão.

Com essa informação, os policiais chegaram ao conjunto residencial onde Luciani morava. Lá, encontraram Ângela Maria Moro, de 47 anos, que se apresentou como administradora do local. Em um dos apartamentos sob sua gestão, foram descobertas duas malas com pertences da corretora e diversos itens comprados em nome dela, como arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. Depoimentos colhidos indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de obstruir a investigação.

As prisões e o histórico criminal

As prisões se sucederam rapidamente. Ângela Maria Moro foi detida em Florianópolis na quinta-feira, 12 de março, inicialmente por receptação. Contudo, a audiência de custódia revelou indícios de homicídio, resultando em sua prisão temporária por 30 dias. O casal Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da vítima, e sua namorada, Letícia Jardim, de 30 anos, foram presos na sexta-feira, 13 de março, em Gravataí (RS), para onde teriam fugido.

O histórico criminal de Matheus Vinícius Silveira Leite adiciona uma camada de gravidade ao caso. Segundo a Polícia Civil, ele estava foragido da Justiça de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, onde o proprietário de uma padaria foi morto a tiro durante um assalto. Essa informação corrobora a tese de latrocínio no caso de Luciani e sugere um padrão de violência extrema.

A brutalidade do crime e o descarte do corpo

A forma como o corpo de Luciani foi encontrado revela a frieza dos criminosos. A corretora foi esquartejada, e seus restos mortais, divididos em cinco pacotes, foram transportados no próprio carro da vítima, um HB20, até uma ponte na área rural de Major Gercino. Lá, foram jogados em um córrego. Até o momento, apenas o tronco da vítima foi localizado, intensificando a busca pelas demais partes e a dor da família.

O carro de Luciani foi encontrado nas proximidades da pousada onde ela morava, após ter sido utilizado para o transporte do corpo. Um vídeo gravado pelo irmão da corretora no apartamento dela, após o registro de desaparecimento, mostrava o local em desordem, com comida estragada e louça suja, indicando que algo grave havia ocorrido.

O que ainda falta saber e a repercussão

A Polícia Civil continua aprofundando as investigações para esclarecer o grau de participação de cada suspeito e como a decisão de matar Luciani foi tomada. Embora a motivação principal seja o latrocínio, os detalhes da execução e do descarte do corpo ainda estão sendo apurados. A brutalidade do crime gerou grande comoção, especialmente na comunidade do Santinho, que se vê confrontada com a violência em um local antes percebido como seguro.

Casos como o de Luciani reforçam a importância da atenção aos detalhes e da comunicação familiar, que foi crucial para o início da investigação. A vulnerabilidade de pessoas que vivem sozinhas e a complexidade das relações de vizinhança em grandes centros urbanos são temas que emergem diante de tragédias como esta.

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Fonte: g1.globo.com

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