Destaques:
- O Brasil registrou 140 casos confirmados de Mpox em 2026, sem óbitos até o momento.
- São Paulo lidera o número de infecções, seguido por Rio de Janeiro e Rondônia.
- Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção e busca por atendimento médico.
O Brasil contabilizou 140 casos confirmados de Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) desde o início de 2026, conforme dados atualizados pelo Ministério da Saúde em 9 de março de 2026. Apesar do aumento no número de infecções, não houve registro de óbitos decorrentes da doença no período. O cenário epidemiológico atual indica um total de 539 casos suspeitos e 9 prováveis, demandando atenção contínua das autoridades de saúde e da população.
A Mpox, uma doença viral zoonótica, tem sido monitorada de perto após o surto global de 2022. Os dados mais recentes demonstram a persistência da circulação do vírus no território nacional, com um acompanhamento rigoroso para conter sua disseminação e mitigar riscos à saúde pública.
Avanço da doença no Brasil: um panorama detalhado
A análise dos dados do Ministério da Saúde revela uma progressão dos casos ao longo dos primeiros meses de 2026. Em janeiro, o total de casos confirmados e prováveis somou 68. Em fevereiro, esse número subiu para 70, e em março, foram adicionados 11 novos registros, totalizando 149 casos confirmados e prováveis no acumulado do ano, com 140 deles já confirmados. Essa distinção é crucial para entender a dinâmica da doença.
Geograficamente, o estado de São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 93 casos registrados. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com 18 casos, e Rondônia, com 11 casos. A distribuição dos casos ressalta a necessidade de estratégias de saúde pública regionalizadas e campanhas de conscientização focadas nas áreas mais afetadas.
O que é a Mpox? Uma visão aprofundada
A Mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo da varíola humana, mas geralmente provoca uma doença mais branda e menos letal. A transmissão para humanos pode ocorrer de diversas formas:
- Contato direto: Com lesões, fluidos corporais ou crostas de pessoas infectadas.
- Contato indireto: Através de materiais contaminados, como roupas de cama, toalhas e objetos pessoais.
- Gotículas respiratórias: Em contato prolongado e próximo com um caso.
- Contato sexual: Considerado uma via importante de transmissão durante o surto de 2022, devido ao contato íntimo e prolongado.
- Animais silvestres infectados: Principalmente roedores e primatas em regiões endêmicas.
Os sinais e sintomas da Mpox geralmente incluem erupção cutânea ou lesões de pele (que podem progredir de manchas para bolhas e crostas), linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, calafrios e fraqueza. O período de incubação varia de 5 a 21 dias, com a maioria dos casos manifestando sintomas entre 6 e 13 dias após a exposição.
Prevenção e recomendações cruciais
Diante do cenário de aumento de casos, o Ministério da Saúde reforça a importância das medidas preventivas e da busca por atendimento médico em caso de sintomas. As principais recomendações incluem:
- Procurar uma unidade de saúde: Pessoas com sintomas compatíveis com a Mpox devem buscar avaliação médica imediatamente.
- Evitar contato próximo: Abster-se de contato físico íntimo, incluindo sexual, com pessoas que apresentem lesões de pele ou outros sintomas suspeitos.
- Higiene rigorosa: Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel, especialmente após contato com pessoas doentes ou ambientes potencialmente contaminados.
- Isolamento: Casos confirmados ou suspeitos devem seguir as orientações de isolamento para evitar a transmissão a outras pessoas.
- Vacinação: Embora a vacina contra a Mpox não esteja amplamente disponível para a população geral no Brasil, estratégias de vacinação direcionadas a grupos de maior risco podem ser implementadas, conforme a evolução epidemiológica e as diretrizes do Ministério da Saúde.
A vigilância epidemiológica e a conscientização pública são ferramentas essenciais para controlar a disseminação da Mpox e proteger a saúde da população brasileira. A colaboração de todos é fundamental para enfrentar este desafio de saúde pública.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br